Mostra de Dança Contemporânea traz a Goiânia oficinas e espetáculos com artistas internacionais

Companhias de todo o Brasil dividem o palco com artistas e grupos goianos. Com 11 anos de história, a Mostra se consolida como espaço de fruição, reflexão, intercâmbio e fortalecimento da arte (Foto: Layza Vasconcelos/Divulgação)
Companhias de todo o Brasil dividem o palco com artistas e grupos goianos. Com 11 anos de história, a Mostra se consolida como espaço de fruição, reflexão, intercâmbio e fortalecimento da arte (Foto: Layza Vasconcelos/Divulgação)

A partir da próxima terça-feira (3/5), acontece em Goiânia um dos eventos mais esperados pelo público que aprecia bons espetáculos cênicos, em especial de dança contemporânea. Este ano, o Paralelo 16 – Mostra de Dança Contemporânea ocupa o palco do Teatro Goiânia, trazendo, mais uma vez, espetáculos inéditos de companhias reconhecidas nacional e internacionalmente. Palestras, debates e oficinas completam a programação.

A edição de 2016 é realizada pela Associação Contemporânea de Cultura, pela Quasar Cia de Dança, e pela Arte Brasil Projetos Socioculturais. Este ano o evento tem o apoio do Espaço Culturama, do Castro’s Park Hotel e da Prefeitura de Goiânia. O projeto conta com recursos do Fundo de Arte e Cultura de Goiás.

Grupos como o Camaleão Grupo de Dança (BH), a Cia. Vatá (CE), a Cia. de Ballet da Cidade de Niterói (RJ) e a Cia Virtual (SP), trazem para Goiânia um importante recorte da dança contemporânea brasileira, em conjunto com os grupos goianos, que também têm criado um desenho próprio para a produção local, como o Nômades Grupo de Dança, a Giro 8 Cia. De Dança e o ¿Por Quá?.

E-flyer-Programação-bA diretora geral do Paralelo 16 Vera Bicalho acredita que a Mostra atende a uma demanda continuada por espetáculos de dança que parte do público de nossa capital. Segundo Vera, que também dirige a Quasar Cia de Dança, “os objetivos do Paralelo 16 são a própria divulgação da dança como linguagem artística. Nossa ideia é apresentar propostas estéticas diferenciadas, que saiam do lugar comum, mostrando a amplitude de possibilidades exploradas pelas produções brasileiras”.

Grupos e artistas locais

Curador do evento, o bailarino e pesquisador João Paulo Gross destacou a importância de apresentar ao grande público as diferentes formas de se fazer dança contemporânea no Brasil, e principalmente, proporcionar à nossa audiência o exercício da apreciação das obras que são produzidas em nossa própria região, e que são reconhecidas como produções de grande qualidade estética e artística.

O evento começa com um encontro e palestra, no dia 03/05 (3ª feira), para discutir os paralelos entre as imagens das fotos de dança, teoricamente estáticas, e as formas de deslocamento e movimento corporal, próprios da arte de dançar. A palestrante será a fotógrafa Lu Barcelos, que além de fazer fotografias publicitárias de vários grupos de dança da capital, também tem um trabalho artístico próprio, o último deles chamado Actio Corporis, que capta de forma poética a variação espacial da posição dos corpos de bailarinos e atores.

Nos dias seguintes as companhias locais e os grupos convidados dividem o palco do Teatro Goiânia, em dias alternados. No sábado e domingo (07 e 08/05) pela manhã acontecem as oficinas ministradas por integrantes dos grupos convidados.

11 anos de uma Mostra em Movimento

A Mostra começou no ano de 2005, quando produtores locais perceberam a ausência de um evento, de um encontro, de um ambiente que realmente contemplasse os artistas e o público de dança contemporânea do nosso estado. Nascido para atender uma demanda, o Paralelo também se abriu ao propósito de inserir Goiânia no circuito internacional dos grandes eventos de dança, transformando nossa capital em uma vitrine, capaz de espelhar a produção global, e de criar um ecossistema profícuo para os nossos próprios artistas.

Comentários do Facebook