7 a 1 pra intolerância – JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

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Intolerância é sentida na pele no dia a dia (Foto: Ilustrativa)

Ultimamente anda difícil lidar com os extremos do ser humano. A velocidade da informação e o radicalismo nas opiniões aumentam o estresse em todas as rodas. A crítica pela crítica detona qualquer argumentação em segundos. Até o simples gesto de dar bom dia, ou mesmo pedir licença, está sendo encarado como provocação. Pode parecer exagero, mas não é.

Já experimentou cumprimentar as pessoas no caminho da padaria? Seu sorriso poderá desencadear as mais imprevisíveis reações: do silêncio sepulcral, passando pela ironia e culminando em xingatório. Com exceção dos idosos, que costumam retribuir a gentileza, as demais faixas etárias te olham como um alienígena, um ET com segundas intenções.

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Puxar aquela conversa descontraída sobre futebol e pessoas famosas então, nem pensar. Qualquer comentário já recebe, no mínimo, três interpretações. Dia desses uma senhora que aparentava ter 60 anos balançou a cabeça negativamente ao ouvir o nome da cantora Daniela Mercury. Certamente em função da guinada sexual na vida da baiana. Um casal gay tomou as dores e a discussão foi parar na rua. A  manifestação da senhora não foi ofensiva, ela apenas discordava da opção tomada por Daniela. Foi o estopim para um bate-boca sem limite.

Embates

Também tem as referências nada elogiosas a Dilma, Lula, Aécio, Bolsonaro, Caiado, Marconi, Iris…E o que dizer das preferências religiosas e esportivas? E o eterno debate sobre pena de morte, punição aos bandidos e falta de educação por parte dos pais? Irônico: aponta o dedo ao próximo e não enxerga a própria falta de postura para aceitar o contraditório.

Fica triste imaginar que o fundo do poço ainda está distante. Pessoas são agredidas e perdem a vida – como no caso do estudante Gabriel Caldeira – por uma simples troca de olhar, por uma incompatibilidade gratuita. Eis o motivo para o vertiginoso crescimento do número de animais nas residências em comparação   com crianças. O ser humano está perdendo a confiança no amor, no respeito e na consideração do seu semelhante.

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