Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) avalia e monitora nuvem de gafanhotos que pode chegar ao Brasil, inclusive a Goiás | Foto: Reprodução
Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) avalia e monitora nuvem de gafanhotos que pode chegar ao Brasil, inclusive a Goiás | Foto: Reprodução

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) está monitorando o deslocamento da nuvem de gafanhotos em direção à região Central do Brasil.

Atualmente, os insetos estão na Argentina e Sul do Paraguai e, dependendo das condições climáticas, podem se deslocar para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, chegando ao Paraná e atingindo até mesmo os Estados do Mato Grosso do Sul e Goiás.

Presidente da Agrodefesa, José Essado afirma que, embora haja pequena possibilidade de chegada dos insetos a Goiás, é importante avaliar a situação e estar preparado para qualquer emergência, seguindo orientação técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Profissionais agrônomos da Agrodefesa participaram de reunião virtual organizada pelo Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul e pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), para avaliar a situação, nivelar informações e conhecer as medidas de controle caso a praga chegue ao Brasil.

Situação no Brasil

Por enquanto, o risco de os gafanhotos chegarem ao Centro-Oeste é mínima, porque o deslocamento foi reduzido nos últimos dias por conta do clima frio e chuvoso na Argentina e no Sul do Brasil, conforme explica o diretor da Agrodefesa Sérgio Paulo Coelho.

“O que não podemos é esperar que o problema chegue e estejamos desprevenidos”, afirma.

Em temperaturas mais elevadas, a nuvem de gafanhotos, estimada em 40 milhões de unidades, pode percorrer até 150 quilômetros por dia e devastar imensas áreas com diversos tipos de cultivo.

Em Santa Catarina, a situação de emergência fitossanitária devido ao risco real de surto de gafanhotos nas áreas produtoras foi declarada por portaria.

Além disso, o Ministério avalia a possibilidade de registro emergencial em caráter temporário de produtos comerciais (inseticidas) para uso em pulverizações aéreas, com capacidade de controlar os gafanhotos, já que não existe produto específico registrado para esse tipo de problema no Brasil.

Auxílio pode ser prorrogado em 3 parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300


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