A arte de adestrar cães

“Cada raça tem uma identidade própria, algumas são complicadas de trabalhar, outras são mais tranquilas e o trabalho de adestramento é para controlar e estabilizar o animal”
“Cada raça tem uma identidade própria, algumas são complicadas de trabalhar, outras são mais tranquilas e o trabalho de adestramento é para controlar e estabilizar o animal”

O adestrador Diogo Ferreira explica a importância da escolha do animal de estimação e fala sobre o adestramento de base realizado por ele em domicílio

Em um contexto de civilidade, há espaço também para os cães. Animais agressivos e com mau comportamento são educados, ou melhor, adestrados. Diogo Ferreira, 40, é adestrador da Knine Educa Cão. Ele realiza trabalho de adestramento há 16 anos. “Cada raça tem uma identidade própria, algumas são complicadas de trabalhar, outras são mais tranquilas e o trabalho de adestramento é para controlar e estabilizar o animal”, explica.

Para iniciar o adestramento de base, feito em domicílio, é necessário que o cão tenha no mínimo cinco meses de idade e que já tenha tomado todas as vacinas. O animal pode ser trabalhado com até com três meses, mais o objetivo deste trabalho, feito na residência do cachorro, é corrigir o mau comportamento.

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Comandos

O adestramento de base praticado por Diogo é baseado em reforços positivos, valorizando as atitudes corretas e não as erradas e consiste nos seguintes comandos: não, junto, senta, deita e fica. “Para o animal aprender estes ensinamentos básicos é necessário de dois a três meses. Depende muito da raça e da personalidade do cão. Existem raças mais fáceis de trabalhar, principalmente, as de cães de pequeno porte, como poodle e yorkshire”, explica Diogo.

O treinamento do animal consiste no trabalho de recompensa, onde o treinador ensina os comandos e, em troca, dá carinho e autoconfiança ao cão. Segundo Diogo Ferreira, é importante que o adestrador entenda a mente do animal que ele irá treinar. “Uso a psicologia canina como método de trabalho. Procuro compreender o animal, visando o bem-estar do cão. Com um mês de trabalho o resultado já é visível”, ressalta o professor canino.

O dono

“Mais do que ensinar o cão a andar junto, sentar, deitar e ficar o adestrador tem o dever de restabelecer a harmonia e a convivência na casa. Além disso, é essencial ensinar ao dono do animal para que ele saiba exercer autoridade e domínio, sem a necessidade de agressão, fazendo assim com que o animal se submeta e por consequência obedeça”, garante Diogo. “O mais trabalhoso e complicado neste processo é ‘adestrar’ o dono do cão, pois este muitas vezes não consegue compreender que ele é o principal responsável pelo comportamento indesejado do animal”, explica.

O Diogo orienta ainda que antes de adquirir um cachorro é importante conhecer mais sobre a raça que deseja. “A maioria olha muito o lado estético. E não é só isso que deve ser levado em conta na hora de escolher um cachorro. Já vi beagle e sharpei dentro de apartamentos e são cães que precisam de mais espaço. É um erro”, explica.