Bancos privados desrespeitam greve e oferecem serviços em Goiânia

Bancos privados desrespeitam paralisação (Foto: Folha Z)
Bancos privados desrespeitam paralisação (Foto: Folha Z)

Depois de dez dias de greve e bancos fechados, os bancários seguem a paralisação em todo o Brasil. Os trabalhadores querem reajuste de 14,78% (sendo 5% de aumento real, mais correção da inflação), 14º salário, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 8.297,61, entre outras reivindicações. Mas, em algumas agências privadas, funcionários são coibidos a continuarem trabalhando.

O Folha Z constatou a situação em agências do Itaú, Santander e Bradesco, presentes em grandes avenidas como T-63, T-7, T-9 e 85. Vários funcionários confirmaram o temor de perder o emprego caso aderissem à greve. Dessa maneira, esses bancos seguem normalmente prestando vários serviços.

Sindicado

De acordo com a assessoria do Sindicato dos Bancários no Estado de Goiás, a vigilância é constante para prevenir situações desse tipo. Segundo o sindicato, as instituições privadas são justamente as recordistas em reclamações de assédio moral e outros problemas no ambiente de trabalho.

A categoria também orienta que os trabalhadores que se sentirem coibidos a “furarem a greve” entrem em contato com o sindicato, que atuará junto às superintendências e até mesmo ao Ministério do Trabalho para responsabilizar as instituições.

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Greve

Em seu 10º dia, a greve dos bancários fechou mais da metade das agências do país, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT): foram 12.386 agências e 46 centros administrativos paralisados, ou 53% de todas as agências do Brasil, segundo o sindicato.

Às 16h desta quinta (15), a Comissão de Negociação da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) reúne-se com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, para mais uma rodada de negociações. O último encontro ocorreu na quarta-feira (13) e os bancos não apresentaram nova proposta.

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