Bastidores de Brasília: Notícias do Poder com o jornalista José Marcelo

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Uma iniciativa da Associação dos Notários e Registradores Brasileiros (Anoreg), entidade que representa os mais de 15 mil cartórios do país pode dificultar e muito a vida dos falsificadores de documentos. É que, até o fim do ano, a Anoreg quer implantar um banco de dados único, que vai concentrar as informações de todos os nascidos vivos no Brasil. Como isso ainda não existe, as quadrilhas especializadas em falsificação criam certidões de nascimento que permitem a qualquer pessoa forjar todo tipo de documentação, como carteira de identidade, CPF e títulos de eleitor.

Falsificação fácil

A falsificação mais fácil de acontecer no país é a da carteira de identidade. É que não existe um documento único. Como basta ao cidadão apresentar uma certidão de nascimento, em cada estado ele consegue uma carteira, com número diferente e original. O pior é o motivo porque isso acontece: não existe um banco de dados nacional com as impressões digitais de todos os cidadãos brasileiros. Os institutos de identificação de cada unidade da federação só têm as digitais de quem tirou carteira de identidade no estado. E todos se recusam a compartilhar a informação, para não perder o direito de emitir o documento, porque a medida confere certo prestígio. Enquanto a queda de braço permanece, quem mais sofre é a Previdência, principal alvo das quadrilhas que atuam no ramo das falsificações. São bilhões anuais desviados, por meio de benefícios fraudados com esses documentos.

Vantagem

Além de complicar a vida de falsificadores, o banco de dados deve permitir que a pessoa possa pedir uma segunda via da certidão de nascimento em qualquer cartório, de qualquer parte do país, independentemente de onde ela tenha sido registrada. Hoje, isso só é possível se ela for ao local onde o documento foi feito, originalmente.

Mãos limpas

É mais do que o desejo de ter de volta uma cadeira na bancada de sustentação. A estratégia do PT ao pedir o mandato do deputado André Vargas (PR), que se desligou do partido e pediu afastamento da vice-presidência da Câmara, é descolar a imagem dele da do PT e, consequentemente, de Dilma Rousseff. É uma maneira de afastar qualquer relação desgastante. A tentativa de faxina na imagem da legenda e da candidata estaria sendo tratada pela equipe de marketing da campanha, para tentar trazer de volta a Dilma sorridente, correta e eficiente de quatro anos atrás. Naquela época, a cirurgia plástica, o corte de cabelo e os tratamentos estéticos ajudaram muito. Agora é preciso mais.

Por falar em estratégias eleitorais, os assessores da presidente Dilma Rousseff andam de cabelo em pé com a agenda da candidata à reeleição
Por falar em estratégias eleitorais, os assessores da presidente Dilma Rousseff andam de cabelo em pé com a agenda da candidata à reeleição

Mãos limpas 2

E por falar em desgastes, a cúpula do PT nem fala mais nos mensaleiros presos.

Na casa do inimigo

Por falar em estratégias eleitorais, os assessores da presidente Dilma Rousseff andam de cabelo em pé com a agenda da candidata à reeleição. De certo, sabem apenas que ela dedica atenção muito especial a Minas, onde não perde nem inauguração de parquinho infantil. A cidade visitada é que muda, a todo instante. Uma dor de cabeça para quem precisa cuidar do cerimonial na cidade-destino. É que Dilma quer ganhar território principalmente no quintal do adversário Aécio Neves. Com ele enfraquecido em Minas, a campanha ganharia ainda mais fôlego.

Diferencial

Como viaja para inaugurações e compromissos oficiais e não para “fazer campanha”, todo o percurso é feito no avião presidencial.

Pacote de bondades

Depois da correção da tabela do Imposto de Renda e do aumento do Bolsa-Família, o governo anunciou como permanente um benefício que era provisório: isenção de impostos para os setores automotivo, pneumáticos, têxtil, naval, aérea, de material elétrico, meios de comunicação, móveis e brinquedos.Mas, reforma fiscal mesmo, que seria boa para todo mundo e tiraria esse caráter eleitoreiro, imediatista e que beneficia só alguns setores, isso não anda. Arrasta-se no Congresso desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso.

E o vice?

Está virando piada a indefinição em torno da escolha do vice do senador Aécio Neves (PSDB-MG), na corrida presidencial. Até o senador Aloysio Nunes já teria tirado o time de campo. Estaria tentando convencer o ex-senador Tasso Jereissati (CE) a compor a chapa.

José Marcelo dos Santos é comentarista de Política e Economia e apresentador da edição nacional do Jogo do Poder, pela Rede CNT. É professor universitário de Jornalismo

 

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