Casos de dengue em Goiânia caem em 20%; outras doenças transmitidas pelo Aedes também diminuíram

Os casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti diminuíram em Goiânia | Foto: Reprodução
Os casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a dengue, diminuíram em Goiânia | Foto: Reprodução

Os casos de dengue em Goiânia caíram pouco mais de 20% em relação ao primeiro semestre do ano passado. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em 2015 foram mais de 70 mil casos; neste ano, o número caiu para 56 mil.

As mortes relacionadas à doença também caíram. No mesmo período do ano passado, 38 pessoas morreram de dengue na capital. Em 2016, apenas dois casos de óbito foram notificados pelas autoridades.

Os casos de dengue em Goiânia tiveram queda de 97,5% desde o pico da epidemia em fevereiro de 2016 até o início de julho. As notificações passaram de 4.844 para 119. Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, afirma que o período sem chuvas contribuiu para essa redução. No entanto, os números também são resultados das ações desenvolvidas pela prefeitura no combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

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Redução precoce

“As atividades de enfrentamento intensificadas desde o final do ano passado contribuíram para antecipar a curva de sazonalidade da doença”, explicou. “Tem se observado uma redução precoce no número de casos”, ela destacou. Os casos da doença em 2016 diminuíram a partir de abril. Em 2015, só reduziram a partir de junho.

“A intensificação das multas aos domicílios com focos do mosquito, as liminares em casos de recusa de visita às residências ou a possibilidade de entrar em imóveis fechados com auxílio de chaveiros foram muito importantes para se chegar nesses resultados”, disse Flúvia.

O Boletim Epidemiológico mostrou uma redução dos casos das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os casos prováveis do Vírus Zika reduziram mais de 90%, passando de 492 para 36. Em relação ao Chikungunya, dois casos foram confirmados em 2016, mas nenhum deles foi registrado na capital.

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