Catequista suspeito de estuprar 13 crianças da própria família está foragido

Das vítimas identificadas, 12 são meninos e 1 é menina. Relatos chocantes continuam a vir à tona

Acusado de estuprar pelo menos 13 crianças da própria família, 12 meninos e 1 menina, um catequista está foragido.

Ele não foi mais visto desde que as denúncias vieram à tona, na cidade de Guará, no Distrito Federal (DF).

De acordo com os relatos das vítimas, os abusos aconteciam em um quarto da casa dos pais do catequista.

As crianças abusadas tinham entre 4 e 10 anos, na época em que os crimes supostamente teriam sido praticados.

Denúncias

Segundo o delegado adjunto da 4ª Delegacia de Polícia (DP), Douglas Fernandes de Moura, os casos apareceram a partir da denúncia do sobrinho do suspeito.

A vítima, hoje com 23 anos, foi quem denunciou primeiro o suposto agressor.

Conforme o relato do sobrinho, ele temia sujar o nome da família denunciando o próprio tio.

O que o encorajou, ainda de acordo com o relato, foi porque o suspeito teria se aproximado do filho bebê da vítima, temendo se repetir a história.

O delegado disse que os familiares confiavam muito no catequista, o que facilitava a liberdade que ele tinha com as crianças.

A maioria é composta por sobrinhos do suspeito.

Douglas disse ainda que o agressor levava as vítimas para jogar videogame e mostrar desenhos, mas praticava os abusos, que variavam entre sexo oral e anal.

Em seguida, o catequista supostamente ejaculava na boca das crianças e dizia que era bom para o crescimento delas.

Além disso, de acordo com o delegado, o suspeito falava para as vítimas aprenderem como praticar os atos para depois repetirem com as namoradas no futuro.

Única menina

Enteada do catequista, hoje com 18 anos, uma das vítimas disse que conviveu 10 anos na mesma casa do agressor.

Em relato à polícia, ela disse que os abusos aconteceram antes do casamento da mãe com o suspeito.

Seu relato aponta que o primeiro crime aconteceu quando ela tinha 5 anos e as ações se repetiram até os seus 7 anos. Depois, nunca mais ocorreu.

O motivo de não denunciar, segundo a enteada, foi porque ela tinha medo.

Ela disse que não sabia que o padrasto fazia a mesma coisa com outras crianças e que, à medida que foi crescendo, foi entendendo o que ele fazia com ela.

Assim que ficou sabendo da denúncia do primo, a mulher também resolveu comunicar a polícia e ficou sabendo das outras crianças.

Sabendo dos casos, a mãe da vítima se separou do suspeito.

Outras vítimas

Dos 12 meninos identificados, 4 ainda não procuraram a polícia para depor.

Além de catequista, o suspeito também dava aulas de futebol em uma escolinha, e não tinha um emprego formal.

Catequista acusado de abusar de crianças
Quadra de esportes onde o catequista, acusado de estuprar 13 crianças, lecionava aulas de futebol | Foto: Reprodução

O delegado disse que o suposto agressor começou a praticar os crimes quando ainda era solteiro e morava na casa dos pais.

Ele aproveitava um momento em que não havia ninguém na casa. Depois de casado, esperava a mulher ir trabalhar para cometer os estupros.

Segundo o relato de uma das vítimas, o catequista deu um quebra-cabeça com fotos de crianças nuas para as vítimas montarem.

A polícia agora procura supostas imagens, fotos e vídeos, que o suspeito teria gravado enquanto praticava os crimes.

Conforme as denúncias, os estupros aconteceram 25 anos atrás.

Porém, a vítima mais recente, um menino de 4 anos, teria sido abusado em dezembro de 2018.

Divisão na família

A primeira vítima a denunciar o tio contou que o caso divide a família. Segundo ele, a maioria dos irmãos do suspeito está a favor do catequista.

Apenas familiares mais próximos estão apoiando as vítimas, de acordo com o relato do rapaz de 23 anos.

Foragido

Com as denúncias, a Polícia Civil (PC) considera o suspeito foragido das autoridades.

Até o momento, 13 vítimas já foram identificadas pela PC.

O delegado ainda acredita que é possível que novos casos apareçam com as denúncias anteriores.

Trio é detido após atear fogo em gato vivo e filmar a ação em Goiás


Acompanhe o Folha Z no Instagram (@folhaz), no Facebook (jornalfolhaz) e no Twitter (@folhaz)

Comentários do Facebook