‘Gotham’ e as aventuras do supercomissário – Coluna de Seriados

"Gotham" vai ao ar toda segunda-feira, às 22h30 (Foto: Reprodução)
“Gotham” vai ao ar toda segunda-feira, às 22h30 (Foto: Reprodução)

Ainda fruto da onda de invasão dos super-heróis em todas as mídias, formatos e plataformas, “Gotham” estreou há duas semanas pela FOX nos EUA e chegou ao Brasil com apenas uma semana de atraso. A Warner começou a exibir o seriado nesta segunda-feira (29/9), com uma agilidade quase tão boa quanto a da HBO.

Tendo como personagem principal o Comissário Gordon, e não o homem-morcego, “Gotham” se diferencia um pouco das suas “irmãs” justamente por não explorar em demasia histórias tão conhecidas pelo grande público não leitor de quadrinhos. Mas ainda que o menino Bruce, retratado no início da sua orfandade, desempenhe um papel menos central, os roteiristas continuarão entrelaçando os casos da semana à família Wayne.

E esse é exatamente o pecado cometido pela série. O fator que diferenciaria a produção entre tantas outras que continuam surgindo (“The Flash”, “Constantine” etc.) é mal aproveitado. Em vez de manter o propósito de contar histórias diferentes daquelas já batidas no cinema com a franquia “Batman”, “Gotham” dá mostras de que vai tentar fisgar a atenção do espectador com referências e personagens clássicos da série.

Até agora já vimos Pinguim, Era Venenosa, Mulher-Gato, Charada e Carmine Falcone. Ainda se especula que o Coringa seja um comediante que apareceu ligeiramente no segundo episódio. O maior problema é que já sabemos tudo sobre esses personagens. Não seria o momento de inovar, criar um universo novo e expandir o cânone da franquia privilegiando a TV como a interessante plataforma que é?

Já o elenco é realmente bom e efetivamente escalado. Ben Mackenzie (“The OC”) no papel de Gordon, Donal Logue como Harvey Bullock, Camren Bicondova como Selina Kyle, a Mulher-Gato, e Robin Lord Taylor como o Pinguim foram decisões acertadas e prometem para a sequência da série.

Mas “Gotham”, se quiser sobreviver e prosperar num filão tão diluído do mercado cultural contemporâneo, vai ter que correr como o diabo da cruz para não acabar se tornando mais uma “Smallville” ou pior: as aventuras de um superboy…

Marco Faleiro é estudante de jornalismo e já tem mais de duas mil horas de seriados assistidos – [email protected]

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