Coluna Na Marca do Pênalti – A hegemonia do futebol argentino sobre o brasileiro na Libertadores

Na marca do Pênalti

Pelo segundo ano consecutivo, a final da Copa Libertadores não terá um time brasileiro na disputa.

A derrota do Internacional, na última quarta-feira (22), por 3 a 1, para o Tigres, do México, tirou do futebol brasileiro a chance de conseguir o 18º título na competição.

Por outro lado, mais uma equipe argentina terá a chance de erguer o caneco. O River Plate disputará a final. Caso o time vença a Libertadores, será a 24ª conquista dos hermanos, maiores vencedores do torneio.

Valdívia, do Internacional, em ação no duelo contra o Tigres (Foto: Site Internacional)
Valdívia, do Internacional, em ação no duelo contra o Tigres (Foto: Site Internacional)

Desculpa do 7 a 1

A “desculpa” para a ausência dos times brasileiros nas duas últimas finais da competição não pode ser aquela de sempre, que se tornou comum após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha na Copa. Não basta dizer que é preciso repensar e reformar o esporte.

É óbvio que a falta de qualidade dos times faz a diferença. Os garotos continuam sendo vendidos cada vez mais novos. Pena que isso não serve como desculpa.

Problema idêntico

O futebol argentino sofre do mesmo mal. E pior. Os hermanos perdem jogadores até para o futebol brasileiro.

Faltam treinadores melhores e mais bem capacitados. É preciso começar a estudar o esporte. O Brasil carece uma renovação de técnicos urgentemente.

Outro fator que pesa, principalmente para essa desvantagem no número de títulos entre Brasil e Argentina na Libertadores, é a falta de vontade dos atletas, a capacidade de assimilar o que é passado pelo treinador, a ausência de leitura do jogo e, sem dúvidas, disciplina tática, que o brasileiro teima em não ter.

Qualidade técnica é um mero detalhe. Os países são formadores de grandes atletas. A eterna dúvida quem é melhor: Pelé ou Maradona, já é um exemplo, ou para ser mais atual: Neymar ou Messi?

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