Culpa do destino, cruel e traiçoeiro – JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Helicóptero caiu com delegados em Piranhas, Goiás (Foto: Reprodução)
Queda de helicóptero matou oito pessoas em 2012, entre elas cinco delegados (Foto: Reprodução)

Culpa do destino, cruel e traiçoeiro

Sabe aquela sensação de quem empurra o problema com a barriga até as partes envolvidas praticamente jogarem a toalha? Essa é a conclusão de quem lê a matéria do repórter Vandré Abreu, publicada na edição de hoje do jornal “O Popular”, sobre o acidente com o helicóptero da Polícia Civil que matou oito pessoas em 2012, entre elas cinco delegados. A conclusão do relatório do Cenipa é por uma pane no motor durante o voo, sem apontar causa definida, mas outros pontos do documento revelam falhas grotescas cometidas pela Secretaria de Segurança Pública.

Desfaçatez da SSP-GO

O Cenipa apontou, como já é de praxe na área em Goiás, falta de investimento e treinamento aos policiais que operavam a aeronave, além do acúmulo de funções e ausência de manutenção do helicóptero. Problemas gravíssimos relacionados a um governo que gasta milhões em publicidade para vender imagem de eficiência e modernidade. Diante da recomendação do Cenipa para que o serviço aeronáutico seja tratado com o necessário profissionalismo, inclusive com aumento do quadro de pessoal e mais recursos financeiros, a SSP-GO teve a desfaçatez de responder que “irá avaliar as sugestões”.

LEIA MAIS: Jovem de 20 anos suspeito de matar 4 pessoas é apresentado pela Polícia Civil

Sempre a fatalidade

Enquanto os familiares ainda choram a tragédia sem precedentes na Polícia Civil, permanece o silêncio sobre a imprudência relacionada à ocupação do helicóptero por oito pessoas, superando em 96 kg o peso tolerável.  “O fabricante recomenda nem mesmo chegar perto do limite máximo”, observou ao jornal Georges de Moura, professor de Direito Aeronáutico. A única “recomendação” aceita pelos governantes nesses casos é tratar acidente aéreo como fatalidade.  Culpa do destino, cruel e traiçoeiro.

Rejeição de Marconi cresce em seu quarto mandato (Foto: Reprodução)
Governador Marconi Perillo (Foto: Reprodução)

Quem diria…

… que Marconi Perillo evitaria comparecer a uma inauguração com receio de militantes adversários;

… que o governador fosse obrigado a exigir a presença de aliados no lançamento da pré-candidatura do amigo Giuseppe Vecci em  Goiânia;

… que Marconi tivesse a necessidade de entrar pessoalmente na disputa pela permanência na base de um partido do tamanho do PSL;

… que o governador anunciaria “medidas revolucionárias” para fortalecer o Detran como vale-refeição a servidores e parcerias com Hugol e veículo de comunicação;

…  que a rejeição do inquilino do Palácio das Esmeraldas permanecesse no patamar de 65%, independente do esforço para motivar todas as áreas do governo.

Patetas em ação

Mesmo partindo do senador Romero Jucá (PMDB-RO), frequentador assíduo das listas de investigados pela Polícia federal, a observação é pertinente sobre o vexatório fim da presidente Dilma Rousseff (PT): “Os três patetas (Waldir Maranhão, José Eduardo Cardozo e Flávio Dino) estão desmoralizando o pouco da imagem positiva que ainda restava do governo”.

Comentários do Facebook