Vaticano monitora denúncias contra padre Robson desde 2018 | Foto: Reprodução
Vaticano monitora denúncias contra padre Robson desde 2018 | Foto: Reprodução

Informações da Secretaria de Segurança Pública de Goiás apontam que o Vaticano monitora denúncias contra pessoas e entidades ligadas ao Santuário Basílica de Trindade desde 2018.

De acordo com os relatos obtidos pela reportagem, foi um religioso integrante da Província dos Missionários Redentoristas (mesma congregação do padre Robson de Oliveira) quem enviou uma denúncia à Santa Sé.

Na carta, o denunciante narrou suas suspeitas sobre movimentações financeiras atípicas nas obras da Basílica e de outros recursos relacionados às Associações Filhos do Pai Eterno (Afipe).

Comunicada dessas suspeitas, a liderança da Igreja Católica enviou representantes ao Brasil para averiguar a situação em meados de 2018.

Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO
Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe na 6ª feira (21) | Foto: Divulgação/MP-GO

De acordo com o secretário Rodney Miranda, na troca de informações com agentes da Segurança Pública, o Vaticano apontou a estranheza em relação ao volume de recursos movimentados pela Basílica.

“Aparecida [do Norte, em SP] recebe muito mais fiéis e romeiros e não chega a um milésimo do que se arrecada em Trindade”, comentou.

Em outra ocasião, já em 2019, o delegado e superintendente de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado Alexandre Pinto Lourenço se reuniu com integrantes dos Missionários Redentoristas.

Segundo ele, o grupo demonstrava estar atento à situação, mas aguardava o resultado da investigação policial antes de tomar providências.

Padre Robson

Por meio de sua defesa, o padre Robson afirmou que todas as suspeitas contra ele são infundadas e garantiu que colabora com o Ministério Público para esclarecer qualquer dúvida.

LEIA MAIS 👉 Reportagem revela detalhes de supostos casos amorosos do padre Robson


Acompanhe a Folha Z no Instagram (@folhaz), no Facebook (jornalfolhaz) e no Twitter (@folhaz)

Comentários do Facebook