Wellington Ribeiro da Silva é apontado pela PC como autor de pelo menos 47 crimes sexuais | Foto: Divulgação / PCGO
Wellington Ribeiro da Silva é apontado pela PC como autor de pelo menos 54 crimes sexuais | Foto: Divulgação / PCGO

Apresentado pela Polícia Civil nesta quinta, 19, o homem de 52 anos considerado o maior estuprador em série de Goiás é autor de pelo menos 47 crimes sexuais.

De acordo com a investigação, Wellington Ribeiro da Silva tem rastros de abusos cometidos desde 2008.

A maioria dos suas ações foram registradas em Aparecida de Goiânia.

Mas ele também deixou vítimas na Região Metropolitana, em Bela Vista de Goiás, Abadia de Goiás e Hidrolândia.

Segundo a PC, Wellington usava uma arma de fogo, roubava celulares das vítimas e, na sequência, levava as mulheres para locais ermos onde poderia estuprá-las.

Outro detalhe revelado pela polícia é o fato de que ele nunca retirava o capacete, na tentativa de dificultar o seu reconhecimento.

Segundo a investigação, ele usou pelo menos 12 motos diferentes para cometer os crimes em 2019 | Foto: Divulgação / PCGO
Segundo a investigação, ele usou pelo menos 12 motos diferentes para cometer os crimes em 2019 | Foto: Divulgação / PCGO

1997

Nascido no Mato Grosso, Wellington, aos 22 anos, passou a chefiar uma organização que cometia assaltos e homicídios.

Em uma das ações do grupo, ele matou a própria ex-mulher degolada, além das 2 filhas dela.

Pelo triplo homicídio cometido ainda em 1997, ele foi condenado a 52 anos de prisão.

Porém, ele não cumpriu a pena imposta e acabou parando em Goiás.

2011

Somente 14 anos depois é que o estuprador foi novamente localizado pelas forças de segurança.

Dessa vez, em 2011, ele foi detido por estuprar uma mulher e a filha dela, de apenas 5 meses.

Na época, acabou transferido para o Mato Grosso, onde tinha pena de 50 anos em aberto.

Mas, em 2013, fugiu da cadeia e parou uma vez mais em Goiás.

Criminoso foi apresentado pela força-tarefa nesta quinta, 19, após mais de 1 mês de investigação | Foto: Divulgação / PCGO
Criminoso foi apresentado pela força-tarefa nesta quinta, 19, após mais de 1 mês de investigação | Foto: Divulgação / PCGO

2015

De acordo com o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Marcos de Melo, vestígios de uma das suas vítimas de estupro foram armazenados no banco genético em 2015.

Foi assim, que, em 2017, pelo menos 5 outras vítimas foram identificadas por meio do exame laboratorial.

“No final de 2018 já somavam nove mulheres e isso nos chamou a atenção. Com isso, avisamos a Polícia Civil”, relatou o superintendente.

2019

Mas a prisão que acabou selado o destino do criminoso foi por um motivo mais banal do que as atrocidades cometidas contra dezenas de mulheres.

No dia 12 de setembro de 2019, Wellington trafegada por uma rua no Veiga Jardim, em Aparecida, quando foi abordado pela Polícia Militar.

Na ação, de rotina, os policiais identificaram que a moto era roubada e que os documentos apresentados pelo homem eram falsos.

No auto de prisão em flagrante, ele se apresentou com o nome falso de Sérgio Rodrigues da Silva.

E foi por meio da identificação correta que a PC conseguiu associá-lo à extensa ficha de crimes sexuais.

Armas, roupas e apetrechos usados pelo criminoso em dezenas de estupros diferentes | Foto: Divulgação / PCGO
Armas, roupas e apetrechos usados pelo criminoso em dezenas de estupros diferentes | Foto: Divulgação / PCGO

Cadeia

Além de estupro e roubo, o homem responderá por receptação e uso de documento falso

Em caso de condenação, sua pena, somada, poderá alcançar 600 anos de reclusão.

Policial de Aparecida foi quem salvou veterinária de espancamento na capital


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