Autor de feminicídio em Trindade é morto e crime intriga a PC

Polícia já tem suspeito de matar homem que cometeu feminicídio em Trindade | Foto: Reprodução/ Facebook
Polícia já tem suspeito de matar homem que cometeu feminicídio em Trindade | Foto: Reprodução/ Facebook

A Polícia Civil já tem um suspeito da morte de Alexandre Assis, de 31 anos, assassinado após cometer um feminicídio em Trindade.

O autônomo Deyvid Rodrigues Gomes Chaves, de 28 anos, foi preso na última terça-feira, 13, por suspeita de ser cúmplice na morte de Yone Gloria da Cunha Novais, 22 anos.

Porém, a PC investiga a participação de Deyvid no assassinato do próprio comparsa. Alexandre foi baleado menos de uma hora depois do primeiro crime.

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À polícia, o autônomo negou que tenha participação nos assassinatos, mas relatou ter ajudado Alexandre na fuga de Trindade.

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Dois homicídios no prazo de uma hora intrigam a polícia em Trindade | Foto: Reprodução/ Facebook
Dois homicídios no prazo de uma hora intrigam a polícia em Trindade | Foto: Reprodução/ Facebook

O crime

Após o término do relacionamento no último domingo, 11, Alexandre Assis ameaçou a ex-namorada, mas a família da jovem não considerou que ele levaria a cabo as ameças.

Dois dias depois, no início da tarde de terça-feira, 13, Yone acabou baleada e morta próximo ao seu local de trabalho, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Uma colega de trabalho de Yone teria visto Alexandre no local do crime.

O que ainda não está claro para a investigação é a autoria do homicídio de Alexandre. Ele foi encontrado morto menos de uma hora depois na zona rural de Abadia de Goiás, distante 15 km de Trindade.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, Deyvid Rodrigues afirmou que deu carona a Alexandre sem saber que o amigo pretendia matar a ex. Ele também disse que não ouviu o disparo efetuado contra Yone.

Sobre a fuga, Deyvid alegou ter sido enganado por Alexandre, que pediu carona para buscar dinheiro em uma fazenda em Abadia.

No caso da morte de Alexandre, a polícia descarta a hipótese de suicídio e já trata como certa a possibilidade de uma execução.

Agora, a investigação procura pelas armas utilizadas nos homicídios para concluir se foram as mesmas nos dois casos. Além disso, será realizada perícia em câmeras de segurança e no celular de Alexandre.

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