O fiasco da TBC News e a falta de rumo da Agecom

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Governador Marconi Perillo apresentava em fevereiro de 2011 o projeto da TBC News (Foto: Divulgação)
Governador Marconi Perillo apresentava em 2011 o projeto da TBC News (Foto: Divulgação)

Abre o olho, Edvaldo Cardoso!

Pré-candidato a prefeito de Minaçu, o ex-deputado estadual Carlos Alberto Lereia deixou no final de maio o comando da Agência Goiana de Comunicação (Agecom). Em seu lugar assumiu Edvaldo Cardoso, ex-presidente da Ceasa e do Detran. Pouco importa se os dois privam da amizade do empresário Carlos Cachoeira, personagem emblemático e de grande influência na seara governista. Essas ligações já foram extremamente abordadas durante as investigações da Operação Monte Carlo.

Fiasco chamado TBC News

O fator preponderante que vem à cabeça quando se trata da Agecom é a falta de rumo em que a pasta se encontra desde a terceira eleição do governador Marconi Perillo. Em junho de 2011, portanto há exatos cinco anos, os governistas anunciavam a criação da TBC News, um canal idealizado para transmitir jornalismo 24 horas por dia. Representaria, desta forma, o fim da programação exibida pela Televisão Brasil Central (TBC), retransmissora da TV Cultura. Tanto alarde, entrevista coletiva no Palácio das Esmeraldas, pra nada. Como já é de praxe.

Jayme Rincón e Igor Montenegro já passaram pelo comando da estatal (Foto: Reprodução)
Jayme Rincón e Igor Montenegro já passaram pelo comando da estatal (Foto: Reprodução)

Rodízio de presidentes

O barulho de Marconi Perillo era para dar um sentido, uma missão que justificasse a existência da Agecom perante a opinião pública. Área de comunicação em governo costuma ser teste pra cardíaco, onde a troca de cadeiras lembra rodízio de churrascaria. Àquela altura o presidente atendia pelo nome de José Luiz Bittencourt, depois passaram Igor Montenegro, Jayme Rincón, Carlos Alberto Lereia e agora Edvaldo Cardoso.

Mico visionário

Tantos nomes e nenhum resultado prático da TBC News, o canal que deveria transmitir, ao vivo, cinco telejornais diários e ainda abordar temas específicos em programas gravados com foco em economia, agronegócio, saúde, meio ambiente e urbanismo ao longo da programação. Os R$ 5 milhões necessários para a implantação do projeto eram tratados como “favas contadas”, afinal viriam do BNDES. Cinco anos depois o mico permanece nas mãos do governador ágil e moderno, um legítimo visionário em se tratando de administração pública.

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Memória implacável      

Assim como os arquivos da TBC que o novo projeto prometia digitalizar a partir de 2011, o Google, o pai dos burros, é o grande calcanhar de Aquiles de Marconi Perillo. Tudo está lá, registrado e documentado nos mínimos detalhes. Seria bom o governador pensar nisso antes de anunciar outra revolução na Agecom a partir da nova troca de comando. Abre o olho, Edvaldo Cardoso!

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