Guarda civil é denunciado por corrupção ativa em Goiás

Guarda civil de Planaltina foi denunciado por corrupção | Foto: Ilustrativa
Guarda civil de Planaltina foi denunciado por corrupção | Foto: Ilustrativa

Ex-presidente da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Planaltina de Goiás, o guarda civil Leandro Braz Dantas foi denunciado pelo crime de corrupção ativa. Ele já está afastado do cargo.

Na denúncia, o promotor de Justiça Rafael Simonetti Bueno requer, além da manutenção da suspensão cautelar para o exercício de qualquer função pública, a decretação definitiva da perda do cargo.

De acordo com o inquérito, a despachante Sebastiana Rodrigues Marques Neta, também denunciada, teria oferecido vantagem indevida a Leandro para que ele liberasse uma motocicleta em situação irregular no pátio da AMTT. O guarda autorizou a liberação da moto, infringindo seu dever funcional.

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Crime

O crime teria acontecido na tarde do dia 12 de julho. Foram policiais militares que flagraram a situação. Em patrulha, os agentes observaram um carro parado no pátio da AMTT com uma moto em sua carroceria. Os policiais abordaram as duas pessoas que estavam tentando retirar a moto daquele local e pediram a documentação. O documento apresentado foi o licenciamento do veículo, que era de 2011, registrado em nome de uma mulher.

Os policiais, então, souberam que a moto havia acabado de ser liberada por Leandro, mediante ofício assinado por ele, com data daquele dia, após suposto pagamento de R$ 500. De acordo com a denúncia, o pagamento para a retirada ilegal do veículo foi intermediado por Sebastiana, em troca do perdão de uma dívida que tinha com um dos homens, nesse mesmo valor.

Delegacia

Sebastiana, depois de entrar em contato com Leandro, foi até a sede da AMTT, e pagou a ele R$ 180 para liberação da moto, tendo o então diretor, ligado imediatamente para alguém, informando que o “cliente da Tiana estava indo lá”. Assim, os dois homens foram ao pátio para retirar a moto, mas foram surpreendidos pela PM, que os encaminhou para a Delegacia de Polícia.

Em depoimento, Sebastiana afirmou que esse tipo de pagamento era uma prática habitual para liberação de veículos, sendo R$ 80 para o serviço de guincho e R$ 100 para Leandro. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO.)

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