Mulher contou ao Fantástico como, por sorte, foi salva por um pescador após ser atacada por João de Deus | Foto: Reprodução
Mulher contou ao Fantástico como, por sorte, foi salva por um pescador após ser atacada por João de Deus | Foto: Reprodução

Nova denúncia aponta que João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, teria estuprado, baleado e jogado de ponte uma mulher em 1973.

A informação foi divulgada pelo Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, 24.

Segundo a reportagem, a vítima tinha apenas 17 anos e preferiu não revelar sua identidade.

Ela e uma tia foram até a Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), em busca de tratamento espiritual.

Veja no vídeo:

Crime

A mulher conta que foi levada pelo médium até um local isolado, onde ele a teria estuprado.

Após a violência, a vítima começou a sangrar.

Provavelmente preocupado com as complicações do caso ser denunciado, João teria batido com uma pedra na cabeça da vítima e atirado três vezes contra ela antes de jogá-la da ponte.

A mulher só teria sobrevivido porque foi socorrida por um pescador.

Exame realizado para a reportagem apontou que a vítima ainda tem uma bala alojada em seu pescoço.

“Ele não é uma pessoa de Deus”, disse a mulher.

Como ocorreu há 46 anos, o crime já prescreveu e não pode mais ser investigado.

Defesa

Ao Fantástico, o advogado do médium, Alberto Zacharias Toron, negou a participação do seu cliente no caso.

“Tem muita gente falando coisa sem a menor prova”, afirmou.

Apontado com o autor de centenas de abusos sexuais, João de Deus está preso dede dezembro de 2018.

Na última sexta-feira, 22, ele foi transferido a Instituto de Neurologia de Goiânia por motivos de saúde.

Confira nota da unidade de saúde sobre o caso:

“O paciente João Teixeira de Faria segue internado no Instituto de Neurologia de Goiânia, sendo atendido pelo cardiologista Alberto Las Casas Júnior, pelo psiquiatra Leo Machado e equipe.

Em respeito a uma solicitação do paciente, o hospital não dará qualquer informação sobre seu quadro clínico. Essas informações serão repassadas exclusivamente ao Poder Judiciário, a cada semana.

As visitas ao paciente, inclusive de advogados, seguem as normas do Núcleo de Custódia.”

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