Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Papa Francisco, primeiro pontífice latino-americano (Foto: Foto: Mazur/ Catholic Church England and Wales)
Papa Francisco, primeiro pontífice latino-americano (Foto: Foto: Mazur/ Catholic Church England and Wales)

Chão de espinhos

Papa Francisco segue mexendo nas feridas do catolicismo. Desta vez autorizou a criação de tribunal para julgar bispos envolvidos com pedofilia, mesmo que isso represente revirar o passado, inclusive o túmulo, de milhares de religiosos. O assunto provoca calafrios entre os líderes católicos em função da quantidade de casos abafados pelo mundo afora, envolvendo bispos, arcebispos e padres.

Cruz e espada

Pedofilia e homossexualismo sempre representaram enormes tabus para a igreja católica, que se notabilizou em punir envolvidos com penas brandas como a simples transferência para outras paróquias e advertências protocolares. Ao manifestar interesse em vasculhar esqueletos no armário da sua instituição, o Papa Francisco assume posição corajosa e ao mesmo tempo perigosa. Uma linha tênue entre a identificação de pessoas que cometeram crimes, se beneficiando da força da igreja católica, e a exposição das vítimas.

Padre Luiz Augusto já protagonizou inúmeras polêmicas com a cúpula da Igreja Católica (Foto: Divulgação)
Padre Luiz Augusto já protagonizou inúmeras polêmicas com a cúpula da Igreja Católica (Foto: Divulgação)

Polêmica religiosa

E, por falar em religião, o tema é tão espinhoso que nenhum veículo de comunicação se atreveu até o momento a ouvir, a fundo e em quantidade considerável, a opinião de católicos e evangélicos sobre os casos de servidores fantasmas e desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa. Não se trata meramente de ser a favor ou contra a conduta de padres e pastores, mas também provocar o debate sobre o efeito das denúncias nas respectivas instituições religiosas. A destinação do dinheiro para uma causa social amenizaria o comportamento inapropriado?

O paraíso é aqui

Concessão pública voltou a ser o tema do momento após solenidade em que a presidente Dilma Rousseff e governadores abusaram da arte de vender ilusões ao meditabundo cidadão brasileiro. Contas de bilhões de reais em investimentos são feitas como se o empresariado estivesse realmente tentado a apostar no país com o índice de desemprego batendo à porta.

Erik foi a revelação do Brasileirão 2014 / Foto: Jorge Rodrigues (Gazeta Press)
Erik foi a revelação do Brasileirão 2014 (Foto: Jorge Rodrigues / Gazeta Press)

Derrotados

Independente da solução encontrada para a reintegração do atacante Erik ao elenco do Goiás, todas as partes envolvidas perderam pontos. Sérgio Rassi (presidente), Harlei Menezes (superintendente), Hélio dos Anjos (técnico) e Bernardo Araújo (pai do jogador) deixaram um problema comum em clubes de futebol se transformar em crise pública com declarações infelizes.

Nas nuvens

Erik se deslumbrou com o prêmio de revelação nacional em 2014, subiu no salto e deixou o profissionalismo de lado. Passou a imitar o ídolo Neymar em postagens nas redes sociais, sempre em condomínio fechado tendo ao lado cães de raça e um belo par de olhos verdes. Empolgação natural para um jovem de 20 anos, ambicioso e imaturo. Nada que as outras quatro partes envolvidas no caso, todas experientes, não pudessem ter resolvido logo no início.

Sem comando

Resumindo: faltou o famoso e necessário puxão de orelhas em Erik nos bastidores. Ele ainda não atingiu nada de excepcional no futebol para sentar na “janelinha” do ônibus. O atacante ainda usa fraldas para provocar tamanha polêmica.

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