Maioria das pequenas empresas goianas não atua na internet, aponta estudo do Sebrae

Diretor superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro apresenta resultados da pesquisa (Foto: Marco Faleiro/Folha Z)
Diretor superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro apresenta resultados da pesquisa (Foto: Marco Faleiro/Folha Z)

Estudo realizado pelo Sebrae em Goiás (Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) traçou um panorama geral do uso de Tecnologias da Informação e Comunicação nos pequenos negócios brasileiros. Em Goiás, números apontam que muito ainda há espaço para muito crescimento.

A amostra da pesquisa alcançou 274 empresas no Estado e conclui que 74% das Micro e Pequenas Empresas (MPE) usam internet no seu dia a dia, enquanto 71% possuem computadores e 61% adotam softwares de gestão.

Preocupação

Porém, a preocupação aparece na falta de atuação das MPE na web: 63,5% delas não possuem perfis ou páginas nas redes sociais e 91,6% não têm uma home page.

De acordo com o diretor superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, fatores como os custos estruturais são um limitador. Além da conexão banda larga, que não está entre as melhores do país.

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Sebrae

Mas o diretor destacou que Goiás está na média nacional nos principais quesitos e apontou a importância dos recursos oferecidos ao empresário pelo Sebrae para melhorar esse quadro: “O Sebrae tem mais de 100 cursos à distância para qualificar os administradores, além do programa Sebraetec, que oferece 50% de subsídio para qualquer inovação que a empresa decidir implementar”.

Outro benefício lembrado por Igor foi o Market Up, software de gestão na nuvem oferecido gratuitamente pelo Sebrae. Para o diretor, o uso das tecnologias da informação aumenta gradativamente a sobrevida das empresas brasileiras. No país, sobrevivem 70% dos negócios que ultrapassam os 5 anos de funcionamento, número maior do que o de alguns países europeus.

A informatização, somada ao Simples Nacional – que, de acordo com Igor Montenegro, implementou no Brasil uma das menores cargas tributárias para micro e pequenas empresas no mundo -, torna o cenário atrativo para empreendedores. Agora, o próximo passo é mergulhar de vez na era das redes sociais.

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