Moradores cobram segurança e infraestrutura nas praças do Jardim América e Parque Amazônia

A Praça C-140 fica localizada entre avenida C-104 e Rua C-110. no Jardim América. Nas décadas de 1980 e 1990 o local abrigou campos de futebol do estrelinha, bastante utilizado pela comunidade. Hoje a área está urbanizada, mas moradores reclamam da falta de segurança e querem melhorias
A Praça C-140 fica localizada entre avenida C-104 e Rua C-110. no Jardim América. Nas décadas de 1980 e 1990 o local abrigou campos de futebol do estrelinha, bastante utilizado pela comunidade. Hoje a área está urbanizada, mas moradores reclamam da falta de segurança e querem melhorias

Pontos importantes para o lazer da população dos setores Jardim América e Parque Amazônia, as praças das regiões têm sido alvo de reclamações dos moradores. Segundo dados cedidos pela Prefeitura de Goiânia, no conceito de Plano Diretor de 2006, podem ser consideradas praças quaisquer áreas acima de 1000² que ofereçam algum item de convivência como banco, espaço para caminhada ou equipamentos de lazer. Só no Jardim América existem 17 praças, enquanto o Parque Amazônia comporta 8. A quantidade não é o problema. As principais reclamações da população se concentram no quesito infraestrutura.

Para a moradora do Parque Amazônia Luzia Soares, 21, várias praças dos dois setores precisam ser revitalizadas. Muitas têm espaço para caminhadas e playgrounds para crianças, mas faltam áreas para a prática de esportes. “Eu vejo que faltam academias ao ar livre, quadras esportivas e pistas de skate”. Para ela, as praças dos dois setores são espaços bons, mas que não dispõem de muitas opções de lazer para a população além de espaços para caminhada e corrida.

Crack e cocaína

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Representante do Parque Amazônia, Célio Silva estende o problema para além da infraestrutura dos locais. “Há a necessidade de monitorar essas praças em relação à segurança”, opina. Para ele, é preciso que haja atenção de autoridades quanto à presença de usuários de drogas nestes locais. “São usuários de crack e cocaína que aparecem, principalmente, à noite”, conta. “Acredito que o problema é mais evidente na Praça Senador José Rodrigues de Morais Filho, no Parque Amazônia”.

A praça em questão faz parte da rota diária de Raíssa Medeiros, 21, que passa pelo local no trajeto de ida e volta do trabalho. Ela diz que o caminho é perigoso, mas se sente mais tranquila por conta de um bar bastante movimentado que fica em frente à praça. “Há duas bocas de fumo aqui perto e às vezes dá medo, mas eu me sinto mais segura por conta do movimento”, diz. “Ainda bem que o bar fica aberto até de madrugada, já que eu costumo passar por aqui após as 22h”.

Responsável pela segurança no Jardim América e Parque Amazônia, major Antônio Moreira Bonfim, comandante da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (9ª CIPM), defende que o problema dos usuários de drogas nesses locais é resolvido da maneira mais eficiente possível. “É um trabalho conjunto em que a população denuncia e a polícia averígua a situação”, diz. Ele defende que não existe necessidade de preocupar a população além do normal quanto às praças em termos de segurança. “O problema principal é mesmo a infraestrutura”, continua. “Na Praça Santos. no Jardim América, por exemplo, o playground não é cercado e animais podem circular por onde as crianças brincam à vontade”, afirma o major.

Resposta da prefeitura

No aspecto de infraestrutura, o superintendente de comunicação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), João de Oliveira, afirma que a prefeitura aguarda o processo de nova licitação. Segundo ele, apenas a partir da conclusão do procedimento a prefeitura dará início à construção de novas academias ao ar livre. “Dificilmente essas obras serão feitas ainda em 2012, já que há poucos investimentos em período de fim de ano devido ao fechamento de contas”, explica.

Questionado sobre outras opções de lazer, o superintendente afirma que, por enquanto, não existem projetos de construções de novas quadras esportivas e pistas de skate. “A Companhia tem recuperado diversas praças e são construídas quadras e pistas esportivas quando o espaço permite”. João de Oliveira justifica que os investimentos em praças só não são mais altos por causa do vandalismo frequente que atinge os locais. “A população deve se conscientizar de que destruir é jogar fora o seu direito de contribuinte”, conclui.