Mulher colocou bebê dentro de saco e jogou em lote baldio em Aparecida

Presa desde a madrugada de quinta, 25, mãe é suspeita de ter matado a própria filha recém-nascida

Mulher está detida desde quinta, 25, suspeita de matar bebê em Aparecida | Foto: Folha Z
Mulher está detida desde quinta, 25, suspeita de matar bebê em Aparecida | Foto: Folha Z

Presa desde a madrugada desta quinta-feira, 25, suspeita de matar a própria filha em Aparecida, uma jovem de 25 anos disse à Polícia Civil que colocou a criança em um saco e a jogou por cima do muro de casa em um lote baldio.

Segundo informações da PC, a mulher disse em depoimento que a menina caiu no chão e bateu a cabeça no momento do parto, feito em casa.

Além disso, o bebê ainda estaria com o cordão umbilical enrolado no pescoço.

O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Aparecida de Goiânia.

A suspeita tem outros 3 filhos, de 1 a 8 anos de idade.

Depoimento

No seu depoimento à PC, a jovem disse que sentiu contrações durante a madrugada de terça-feira.

Ela estaria de pé quando deu à luz e que, por isso, ela caiu no chão.

Suspeitando que a recém-nascida estivesse morta, a jovem a enrolou em um lençol rosa e a colocou dentro de um saco plástico transparente com zíper para guardar edredom.

“Em seguida, foi próximo ao muro e tentou arremessar o bebê, mas ele bateu no muro e caiu no chão. Pegou-o e jogou novamente”, lê-se no depoimento.

Após os fatos, a mulher não contou para ninguém sobre o ocorrido.

Foi somente na noite de quarta, 24, que sua irmã chegou à residência e constatou que ela estava pálida.

A jovem, então, contou à irmã sobre o que tinha ocorrido e as duas foram até a Maternidade Marlene Teixeira levando o corpo do bebê.

Lá, médicos suspeitaram do ocorrido e chamaram a polícia.

Infanticídio

Segundo dados preliminares, a mulher sofre de problemas psiquiátricos.

Presa, ela responde pelo crime de infanticídio, previsto no art. 123 do Código Penal: “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após”.

A pena prevista para o delito é de 2 a 6 anos de detenção.

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