Segundo a investigação, extorsões passaram a ser o meio de vida da jovem durante os últimos 2 anos | Foto: Divulgação/PC-GO
Segundo a investigação, extorsões passaram a ser o meio de vida da jovem durante os últimos 2 anos | Foto: Divulgação/PC-GO

Duas mulheres, de 24 e 55 anos, foram presas em flagrante nessa 2ª feira (31), em Goiânia, suspeitas de extorquir um idoso de 72 anos, vítima de chantagens após um suposto caso amoroso.

De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), a mulher mais jovem conheceu a vítima em 2018, em um bar da capital, quando teria iniciado com ele um relacionamento.

Em outubro daquele ano, mentiu para o idoso que engravidara e que, na sequência, teria feito um aborto, de forma que precisava de dinheiro para custear o tratamento médico.

Segundo o inquérito, a suspeita ainda ameaçou que exporia o caso se não recebe altas quantias em dinheiro.

Com medo de ser incriminado por uma suposta participação em crime de aborto, o homem começou a fazer transferências frequentes para a jovem, que chegaram a um montante de mais de R$ 400 mil.

Ameaças constantes eram feitas pelo WhatsApp | Foto: Divulgação/PC-GO
Ameaças constantes eram feitas pelo WhatsApp | Foto: Divulgação/PC-GO

Ameaças de morte eram constantes para extorquir idoso

De acordo com a PC, a mulher então criou um novo perfil de WhatsApp, apresentado-se como “Divino”, um fictício capitão da Polícia Militar que seria seu tio.

As extorsões, por meio do “Divino”, passaram cada vez mais violentas, com ameaças de morte inclusive.

Foi em 2019 que a 2ª suspeita, que é diarista da jovem, passou a fazer parte do esquema criminoso.

Ela se apresentava como sendo a cuidadora da mulher, exigindo dinheiro para custear o tratamento, sob pena de autorizar “Divino” a matar ou prender a vítima.

Polícia Civil prende mulheres suspeitas de extorquir mais de R$ 400 mil de idoso; extorsão teria durado 2 anos | Foto: Divulgação/PC-GO
Polícia Civil prende mulheres suspeitas de extorquir mais de R$ 400 mil de idoso; extorsão teria durado 2 anos | Foto: Divulgação/PC-GO

Como a jovem não possui ocupação ou trabalho, a PC concluiu que a extorsão permanente à vítima, por cerca de dois anos, passou a ser seu meio de sustento.

As mensagens de ameaças eram enviadas diariamente em busca de dinheiro, sendo os pagamentos feitos por meio de cheques, transferências bancárias, depósitos e em espécie.

O dinheiro do golpe era utilizado para que a criminosa mantivesse uma vida confortável, em um apartamento em Goiânia.

As quantias também foram despendidas em cirurgias plásticas, tratamentos cosméticos, compra de eletrônicos, celulares de última geração (IPhone 11 Pro Max, Apple Watch, IPad 7ª geração), bolsas e sapatos.

Suspeita ostentava dinheiro fruto de extorsão nas redes sociais | Foto: Divulgação/PC-GO
Suspeita ostentava dinheiro fruto de extorsão nas redes sociais | Foto: Divulgação/PC-GO

Um 3º suspeito, de 38 anos, também é apontado como cúmplice no esquema por ter um relacionamento com a principal executora, enviar mensagens de ameaça para a vítima e receber valores em sua conta.

As duas mulheres foram presas em um apartamento no Setor Cândida de Morais, na capital.

A prisão foi feita no momento em que elas extorquiam, mais uma vez, a vítima, exigindo dois cheques – um de R$ 7 mil e outro de R$ 4 mil.

Já o homem foi levado à Deic e interrogado, mas não foi preso por não se encontrar em situação de flagrante delito.

Outros crimes

Em análise do aparelho celular da jovem, os investigadores obtiveram indícios de que ela mantém diversos relacionamentos com homens, geralmente mais velhos.

Em algum momento da conversa, ela sempre informava que estava grávida, com o fim de posteriormente utilizar o fictício aborto como meio de extorsão.

Detidas, as duas tiveram prisão em flagrante convertida em preventiva pelo Poder Judiciário após audiência de custódia.

Com isso, as investigadas foram encaminhadas à Casa de Prisão Provisória (CPP).

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