O mito da normalidade

Dhiogo José Caetano é professor, escritor e jornalista
Dhiogo José Caetano é professor, escritor e jornalista

Doenças mentais, transtornos psiquiátricos ou psíquicos, entre outras nomenclaturas.

Quantos momentos de dor, causados por uma simples desordem neurológica.

Na memória prefiro não refutar as crises de epilepsia.

Nos braços o meu amado irmão sem consciência, com espasmos musculares que sacodem o corpo, confuso, perdendo o controle vesical…

O desespero sufoca a racionalidade, ficamos sem chão naqueles momentos de terror, eternamente memorizados na nossa existência.

Dentre os fatores causadores, a genética, a química cerebral, traumatismo craniano, má formação cerebral, distúrbios metabólicos e outros fatores ainda desconhecidos.

Além dos fatores descritos pela ciência, não podemos desconsiderar o destino que nos conduz a caminhos desconhecidos ao longo da vida.

Queria eu, que o meu irmão fosse curado, deixando de usar diariamente fenobarbital, valproato, clonazepam e carbamazepina.

O meu irmão é epilético tem uma vida relativamente normal, se não fosse o constante tratamento contra esta doença.

Muitas pessoas, o considera diferente, ignorando a sua presença enquanto indivíduo.

Através deste singelo texto, procuro destacar com propriedade o “mito da normalidade”, como irmão de uma pessoa portadora de deficiência física e mental, digo que os mesmos vêem o mundo dito normal por outro ângulo, assim posso afirmar que não existe “normalidade”.

O que é ser normal?

Para construir a instituição família não é preciso de padrões sociais, normas estabelecidas e sim de amor, paciência, diálogo e cumplicidade.

Meu irmão é simplesmente tudo nas nossas vidas!

Meu querido amigo eterno irmão.

Simplesmente Diego.

Quase Dhiogo, mas não é!

Um ser especial.

Portador de necessidades.

Visto como diferente…

Mas todos nós somos diferentes!

Ele é parte de mim.

Meu ser que se divide em dois corpos.

Não destaco a sua diferença.

Pois o amor vai além das nossas diferenças.

Meu querido amigo eterno irmão.

Oh, caçula.

Um ser especial.

Visto como diferente…

Diego quase Dhiogo, mas não é.

Meu amor vai além da sua diferença.

Meu querido amigo eterno irmão.

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