Ocupação da Secretaria de Educação permanece. Estudantes querem falar com secretária

A assessoria de imprensa do órgão afirmou que os jovens, de rostos cobertos, chegaram a desligar a energia e pedir a saída dos funcionários (Foto: Seduce)
A assessoria de imprensa do órgão afirmou que os jovens, de rostos cobertos, chegaram a desligar a energia e pedir a saída dos funcionários (Foto: Seduce)

Aproximadamente 50 jovens ocuparam a Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esportes (Seduce), em Goiânia, na tarde de terça-feira, 26, e, até a publicação desta matéria, permanecem no local. O objetivo dos ocupantes é uma reunião com Raquel Teixeira, secretária de Educação.

A assessoria de imprensa do órgão afirmou que os jovens, de rostos cobertos, chegaram a desligar a energia e pedir a saída dos funcionários, apesar de algumas pessoas permanecerem. Os estudantes gritavam palavras de ordem.

Ajuda da Polícia Militar

Para que os funcionários pudessem sair, a Seduce solicitou ajuda da Polícia Militar (PM). Já na manhã desta quarta-feira, 27, os trabalhadores do local foram barrados. Porém, um grupo conseguiu entrar, mas deixou o local para que a sede fosse limpa.

Nesta manhã, também, a PM retornou para negociar com os jovens, que são contra a implantação de OSs na educação. Eles também se declararam contra a desocupação realizada nas escolas.

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De acordo com os secundaristas, os alunos agredidos relataram a um promotor os detalhes da desocupação forçada. Os que estava com machucados visíveis foram ao Instituto Médico Legal (IML) realizar exame de corpo delito / Foto enviada por leitor
De acordo com os secundaristas, os alunos agredidos relataram a um promotor os detalhes da desocupação forçada. Os que estava com machucados visíveis foram ao Instituto Médico Legal (IML) realizar exame de corpo delito / Foto enviada por leitor

Violência

Segundo os estudantes, tem havido agressões durante a desocupação das escolas. Alunos alegaram terem sido agredidos durante a saída do Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus, no Bairro da Vitória, em Goiânia. Hugo Escher Martins, advogado que acompanha os manifestantes, afirmou que nenhuma atitude foi tomada para impedir a violência contra os estudantes.

Conforme o advogado, os alunos relataram que a PM chegou na escola sem mandado e que, com isso, representantes da comunidade também entraram o que gerou confusão. Alguns alunos foram agredidos, revelou Hugo.

Estudantes estiveram no Ministério Público de Goiás (MP/GO) na tarde desta segunda-feira, 25, para denunciar, segundo eles, os abusos cometidos durante a desocupação da unidade.

O tenente-coronel Ricardo Mendes, assessor de comunicação da PM, disse que polícia foi chamada por pais de alunos. Os mesmos teriam dito que os próprios manifestantes iniciaram as agressões, mas ele afirma que a polícia não registrou qualquer violência durante a desocupação do colégio.

Veja o momento em que um estudante tenta entrar no gabinete da secretária Raquel Teixeira: 

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