Onde está a OAB/GO combativa? – JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Presidente da OAB/GO eleito em 2015, Lúcio Flávio (Foto: Reprodução)
Presidente da OAB/GO eleito em 2015, Lúcio Flávio (Foto: Reprodução)

Onde está a OAB/GO combativa?

A nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Goiás, tem revelado uma fraqueza de postura e independência acima do normal. A entidade divulgou ter em mãos um relatório que diverge dos números da violência apresentados pela Secretaria de Segurança Pública. Presidente da OAB/GO, Lúcio Flávio já avisou que somente dará transparência aos dados depois de uma audiência com o governador Marconi Perillo.

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Chá de cadeira

Uma atitude, no mínimo, estranha. Passa a imagem de que uma entidade do porte e da história da OAB necessite do aval do chefe do Poder Executivo para divulgar informações de grande interesse para a sociedade goiana. Segurança pública é assunto extremamente delicado e precisa ser tratado como tal, exigindo prioridade número um de todas as partes envolvidas. Fica ainda pior para a entidade tornar público o fato de estar aguardando espaço na agenda do governador. Sinal de que o prestígio não anda dos maiores.

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José Eliton entra no PSDB para tentar suceder Marconi no governo
Secretário de Segurança Pública de Goiás José Eliton (Foto: Reprodução)

Elo com cidadão

Lúcio Flávio foi eleito com discurso de renovação e independência em relação ao Governo de Goiás, contrapondo a subserviência que existia no passado. O que se espera dele e dos demais membros da diretoria da OAB é um maior compromisso com o cidadão. Os dados conflitantes com a SSP/GO precisam vir à tona o quanto antes para que os mecanismos de combate à bandidagem sejam revistos e aperfeiçoados.

União de forças

Impossível acreditar que o governador Marconi Perillo e o seu vice, secretário de Segurança Pública José Eliton, estejam com dificuldades na agenda para debater um assunto tão relevante para os goianos, amedrontados pelos altos índices de violência em todas as regiões do estado. Resta aguardar que tanto a OAB/GO como o Governo de Goiás tenham discernimento e maturidade para unir forças, o mais rápido possível, e apresentar soluções concretas para a redução da criminalidade.

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