Padre Robson de Oliveira, presidente da Afipe e reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade | Foto: Reprodução
Padre Robson de Oliveira, presidente da Afipe e reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade | Foto: Reprodução

Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás apresentaram detalhes da Operação Vendilhões em entrevista coletiva na tarde desta 6ª feira (21).

A investigação apura desvios de recursos de doações e dízimos da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), esquema que, segundo o MP, seria liderado pelo padre Robson de Oliveira.

Decisão da juíza Placidina Pires, da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais da comarca de Goiânia, sobre pedidos do MP nas investigações do caso da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) | Foto: Reprodução
Decisão (LEIA A ÍNTEGRA) da juíza Placidina Pires, da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais da comarca de Goiânia, sobre pedidos do MP nas investigações do caso da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) | Foto: Reprodução

Durante a manhã, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na sede da Afipe, empresas e residências, de Goiânia e Trindade.

De acordo com o promotor de Justiça Sebastião Marcos, a operação já estava autorizada e pronta desde março, mas ficou em sigilo e suspensa até hoje devido à pandemia da covid-19.

Agora, os documentos e discos rígidos buscados serão analisados para apurar a legalidade ou não de R$ 1,7 bilhão em movimentações suspeitas.

Dinheiro vivo apreendido na sala do padre na sede da Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO
Dinheiro vivo apreendido na sala do padre na sede da Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO

“Identificamos uma grande teia de movimentações financeiras de valores altíssimos. A associação estava agindo como uma empresa”, apontou o promotor.

Ao longo de 2 anos, a investigação identificou a compra de carros, fazendas, imóveis de luxo e até apartamentos fora do Estado, como em São Paulo.

Com isso, “inúmeras pessoas próximas da Afipe demonstraram um aumento patrimonial significativo, possivelmente ilegal”, conforme explicou o promotor.

Os crimes apurados, até o momento, são os de organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal.

A pedido do Ministério Público, foram bloqueados R$ 60 milhões em dinheiro e imóveis ligados à associação.

Segundo o MP, muitos nomes envolvidos ainda estão sob investigação.

Veja a entrevista coletiva:

 

Coletiva de imprensa sobre Operação Vendilhões

Publicado por Ministério Público do Estado de Goiás em Sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Padre Robson

Presidente da Afipe e reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade, padre Robson de Oliveira é apontado pelo Gaeco como líder do esquema.

O MP chegou a pedir o seu afastamento do comando da entidade, para que as investigações “corressem com mais tranquilidade”.

Porém, a medida foi negada pela Justiça, visto que o padre é réu primário e possuiu bons antecedentes.

Advogado do padre Robson, Pedro Paulo de Medeiros também concederá entrevista coletiva na tarde desta 6ª feira (21) em um hotel da capital.

Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO
Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO

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