Pedintes da T-63 e T-9 não podem ser estimulados, recomenda PM

Pedintes são comuns nas grandes avenidas das capitais como Goiânia; polícia, porém, recomenda que motoristas não deem esmola de qualquer natureza (Foto: Reprodução)
Pedintes são comuns nas grandes avenidas das capitais como Goiânia; polícia, porém, recomenda que motoristas não deem esmola de qualquer natureza (Foto: Reprodução)

Se você vive ou frequenta os bairros Jardim América e Bueno, com certeza notou grande número de pessoas nos sinaleiros pedindo dinheiro sob o pretexto de que precisa comprar medicamentos ou se alimentar. A Polícia Militar recomenda que o cidadão evite financiar essas pessoas. Mas por quê?

Segundo o comandante da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar, major Ricardo Pereira, os moradores do Jardim América, Bueno, Nova Suíça e região não devem fornecer dinheiro ou qualquer benefício para pedintes ou mesmo para pessoas que atuam como vigias clandestinos nesses bairros. O comandante explicou que eles são responsáveis por 70% das ocorrências de roubo e furto a comércio atendidas pela PM na região.

“Cometem pequenos furtos, assaltam transeuntes, traficam droga, arrombam casas e comércios e até mesmo roubam os carros”, relatou o policial. Para ele, se os moradores pararem de dar dinheiro para essas pessoas, elas procurarão outras regiões mais favoráveis, até que precisem, finalmente, abandonar a atividade.

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Arrombamentos

Muitos dos pedintes são catadores de material reciclável e usam um carrinho, que também serve de disfarce para facilitar os crimes. De acordo com o major, o modo de operação desses criminosos já é de conhecimento da polícia. “Eles encostam seus carrinhos em frente às portas dos comércios durante a madrugada e fazem uma espécie de ‘abrigo’ com papelões e pedaços de pano. Dessa maneira, todos os que passarem por ali vão pensar que o morador de rua está dormindo, quando, na verdade, ele está com um pé-de-cabra ou outra ferramenta trabalhando para arrombar a entrada da loja”, disse.

Segundo números da PM, essa prática era muito comum na Avenida T-63, onde os comerciantes sofriam com arrombamentos e roubos. Para conter a atividade, o major Rircardo Pereira conta que passou a dedicar uma viatura esclusivamente para circular pela avenida. Ao avistar moradores de rua em atitude suspeita, os policiais os abordam e averiguam se a intenção era realmente o furto.

Apesar do sucesso da operação, o comandante ainda reforça que a comunidade precisa auxiliar o trabalho da polícia com informações sobre pessoas suspeitas e, inclusive, evitando fornecer dinheiro para os pedintes na região.

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