Soldado da PM mata ex-namorada e baleia homem em Ceilândia

Jovem morta por PM em Ceilândia já havia sido espancada por ele antes | Foto: Reprodução
Jovem morta por PM em Ceilândia já havia sido espancada por ele antes | Foto: Reprodução

Um soldado da Polícia Militar foi preso em flagrante acusado de assassinar a ex-namorada e tentar matar outro homem na última sexta-feira, 4, na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal.

Ronan Menezes do Rego, 27 anos, se entregou no batalhão da cidade horas após as ocorrências.

Preso em flagrante, ele foi conduzido à 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) e em seguida transferido para o 19º Batalhão da PMDF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

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O PM estava acompanhado de uma advogada, que respondeu por ele a todas as perguntas.

O crime

Jéssyka Laynara Silva, de 25 anos, foi baleada cinco vezes dentro de casa por Ronan na sexta-feira, 4. Ela morreu no local.

Na sequência, o soldado foi até uma academia e atirou três vezes contra Pedro Henrique da Silva Torres, que seria amigo de Jéssyka.

Encaminhado ao Hospital Regional da Ceilândia, Pedro Henrique Passou por uma cirurgia e está em recuperação na unidade intensiva.

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Justiça

Com testemunhas que apontam para a autoria dos dois crimes por parte de Ronan, ele teve prisão por tempo indeterminado ordenada pela Justiça.

Ele deve responder por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado.

Ceilândia em choque

O crime revoltou familiares de Jéssyka, que divulgaram provas de que ela já era vítimas de agressões constantes por parte do PM antes do assassinato.

Poucos dias antes do fato, Jéssyka enviou a uma amiga fotos das marcas deixadas em seu corpo por um espancamento.

Por meio de um áudio, ela afirmou à amiga que era perseguida e agredida por Ronan. Ouça abaixo.

“Não tenho coragem de ficar sozinha com ele nunca mais. […] Eu fechei o olho e pensei: ‘agora eu vou morrer. É muito amedrontante a situação. Muito amedrontante”, narrou.

Ela ainda disse que não reataria o relacionamento, mas também não o denunciaria.

“Não quero ir na delegacia e não quero ir no hospital, porque eles vão saber o que aconteceu. Eu não quero prejudicá-lo”, disse.

Espancamento

Após o espancamento, Jéssyka disse sentir bastante dor. “Eu não conseguia nem andar domingo. Eu estava sentindo tanta dor no estômago, levei tanto murro, chutes na perna”, afirmou.

“Em momento algum eu levantei a mão para ele, a única coisa que eu fazia era tentar segurar a mão dele. Eu não tentei revidar em nenhum momento, pois eu sabia que poderia piorar a situação”, concluiu.

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