Polícia: assembleia decide se greve de 48h será realizada. “O governo prefere reprimir os policiais do que cumprir acordo firmado com a categoria”

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Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Araújo (Foto: Divulgação)

Em entrevista ao Portal Folha Z, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Araújo, afirmou que será realizada uma assembleia na próxima semana para decidir se outra paralisação, desta vez de 48h, será efetuada pela categoria.

De acordo com ele, depois da “greve” de 24h feita na última quarta-feira (9), o governo apresentou uma proposta para os policiais, que deverá ser avaliada com o intermédio do deputado federal João Campos (PSDB).

A proposta do governo para os policiais civis é desvincular o aumento de 12,33% da receita líquida do Estado e retomar duas promoções anuais.

Cobrança

O líder do sindicato afirmou que a Segurança Pública está em crise, com falta de efetivo e estrutura. Para ele, são necessárias contratações e valorização: “Em 1998, a população de Goiás era de 4 milhões e havia 6 mil policiais civis no Estado. Hoje, são 6 milhões de habitantes e exatos 3 mil e 526 policiais civis.”

A cobrança da categoria é questionada pelo governo do Estado, que veiculou propaganda na televisão afirmando que a movimento “tem promovido verdadeiro terrorismo”, “causando medo e incentivando a criminalidade”.

Já o presidente do Sinpol destacou que a Segurança Pública deve ser tratada com mais seriedade e que a sociedade tem que exigir mais do governo. “A Segurança é um setor falido e o governo prefere reprimir os policiais e colocar a população contra as polícias do que cumprir o acordo firmado com a categoria”, disse.

Segundo ele, o comitê organizador das paralisações sempre quis o diálogo com o governo. “Inicialmente, não conseguimos. Tivemos que cruzar os braços para mostrar o quanto somos essenciais para a sociedade”, destacou.

Operação Produtividade Zero

No dia 9 de dezembro, policiais civis e militares, bombeiros, peritos criminais, médicos legistas, agentes prisionais, delegados e papiloscopistas protestaram por conta do não pagamento, pelo governo estadual, da segunda parcela da reposição salarial, de 12,33%, que deveria ter sido feita em novembro para os policiais civis e em dezembro para os demais servidores.

Durante a paralisação, ocorreram 15 assassinatos e 90 ocorrências de roubo e furto de veículos apenas na região metropolitana.

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