Polícia federal em Goiás planeja greve

A Polícia Federal em Goiás estará em comunicação com os demais estados e possivelmente a greve alcance ainda vários Estados. / Foto: Reprodução
A Polícia Federal em Goiás estará em comunicação com os demais estados e possivelmente a greve alcance ainda vários Estados. / Foto: Reprodução

Polícia federal em Goiás irá decidir se entrará em greve na próxima quarta-feira, 5, em reunião às 10h. O motivo da greve é o repúdio da instituição contra a PEC 287, que propõe grandes mudanças na previdência. A assembléia será realizada na porta da Superintendência Regional da PF, no Setor Marista, em frente ao Parque Areião.

“Além de Goiás, todos os outros sindicatos da categoria, dos demais Estados, realizarão assembleias na mesma data, o que pode indicar uma greve nacional dos policiais federais a ser deflagrada nos próximos dias”, afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado de Goiás (SINPEF/GO), Francisco José da Silva Júnior.

Ainda sobre o repúdio da PF contra a reforma da previdência, Francisco afirmou ser “nítido que o texto da PEC 287 impedirá que a maioria esmagadora dos trabalhadores se aposente, tornando o instituto da aposentadoria fictício. Tal reforma beneficiará apenas os bancos e entidades de previdência privada, já que tecnicamente a previdência no Brasil não se mostra deficitária”.

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapefe) já divulgou nota nesta segunda-feira, 3, sobre à proposta do governo. Em nota Fenapefe esclarece que seus 27 sindicatos dos policiais federais de todo país afirmam que a reforma “representa o desmonte da previdência pública no Brasil, a medida que impõe regras que atentam contra diversos direitos individuais e sociais assegurados pela Constituição Cidadã”.

O que muda com a PEC 287?

– Exigência de contribuição por 49 anos para obtenção da aposentadoria integral
– Idade mínima de 65 anos para a aposentadoria para homens e mulheres
– Redução do valor geral das aposentadorias,
– Extinção da aposentadoria especial para os professores, passando a desconsiderar o trabalho que é feito em casa.
– Afastamento das regras de transição vigentes,
– Vedação de acumulação de pensão por morte com aposentadoria,
– Fixação de pensão por morte e outros benefícios em patamar abaixo do salário mínimo;
– Elevação da idade de recebimento do benefício da assistência social para 70 anos

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