Policial pode ser exonerado por resgatar cão da morte

Lars Bo Lomholt, policial que salvou cão pastor alemão do sacrifício. Foto: Reprodução
Lars Bo Lomholt, policial que salvou cão pastor alemão do sacrifício. Foto: Reprodução

Lars Bo Lomholt é posso ser chamado de herói. Quando o policial dinamarquês ouviu que Thor, um pastor alemão e a única companhia de uma senhora recém-viúva, seria morto, ele foi até o canil onde o cão estava, apreendeu-o e o levou para um local desconhecido.

Em vez de ser reconhecido por ir além e acima do dever, o policial veterano há 20 anos na profissão está tendo de enfrentar uma possível exoneração.

Petição

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Como é possível imaginar, isso irritou muitos protetores animais. Uma petição lançada pelo site Care2 para salvar o emprego de Lomholt já conseguiu mais de 9 mil assinaturas de ativistas em defesa dos animais de todo o mundo.

O jornal Copenhagen Post originalmente relatou que um homem disfarçado de policial havia sequestrado Thor de sua baia no abrigo. A verdade foi descoberta depois: um amante de animais que por acaso era policial decidiu salvar a vida do pastor alemão.

Por que este adorável cão de sete anos de idade estava prestes a ser morto?

De acordo com o site examiner.com, a trágica história do pastor alemão Thor começou em setembro de 2012 quando sua tutora Jette saiu para dar sua costumeira caminhada com o cão na coleira. O marido de Jette havia morrido e Thor significava tudo pra ele. O cachorro era um elo reconfortante ao passado de Jette. Enquanto os dois andavam tranquilamente pela vizinhança, um pequeno cachorro escapou e assustou Thor.

Copenhagen Post

O texto publicado no Copenhagen Post diz que os dois cães se atracaram e o pequeno foi mordido. Os tutores trocaram informações, Jette pagou uma multa e pensava-se que o incidente estava resolvido.

Meses depois, três policiais apareceram e afirmaram que Thor era um cachorro indócil, com base na lei dinamarquesa. A pequena mordida no cão menor se transformou em uma inflamação que exigiu cuidados veterinários. A decisão era matar Thor, apesar de pareceres atestarem que a reação do pastor foi a esperada de um cão que se depara com um evento súbito e inesperado.

Este parecer foi emitido pelos advogados do Fair Dog, associação dinamarquesa que luta pelos interesses dos cães e de seus tutores, que protestou que a polícia estava errada. O resultado da contestação é que Thor foi avaliado em seu comportamento natural e um novo julgamento foi agendado para ele.

Entretanto, autoridades policiais ignoraram o fato do novo julgamento e anunciaram que o cachorro seria morto na semana passada. Em tempo, o oficial Lars Bo Lomholt chegou ao abrigo naquela noite trajando seu uniforme e o cachorro saiu com ele. Aparentemente, o cachorro está indo muito bem, exatamente como se esperava, mesmo dadas as circunstâncias.

Lomholt foi punido porque entrou sem uma decisão de seus superiores e optou por resgatar Thor.

 

(Anda)