Um professor demitido, familiares de alunos revoltados, queixa na polícia e polêmica em doses gigantescas.

Wendel Santana, 25 anos, reconheceu ter exagerado na dose ao sugerir redação sobre sexo oral e anal para alunos do 6º ano, com idades entre 12 e 13 anos.

O fato ocorreu no Centro de Ensino Fundamental 104, localizado na Asa Norte do Distrito Federal, no último dia 13 de novembro.

Carregado de boas intenções, o educador ressaltou o desejo “de mostrar a diferença entre maneiras formais e informais de falar sobre sexo”.

Quando ainda era estudante, e não faz muito tempo, Wendel deve ter faltado à aula sobre comportamento sexual na adolescência.

Só isso justifica a utilização, no quadro negro, de expressões como “boquete” e “fio terra” [abaixo].

Educador ressaltou desejo “de mostrar a diferença entre maneiras formais e informais de falar sobre sexo” | Foto: Reprodução / TV Globo
Educador ressaltou desejo “de mostrar a diferença entre maneiras formais e informais de falar sobre sexo” | Foto: Reprodução / TV Globo

Redes sociais

O professor de português partiu do princípio de que todos na sala de aula tinham noção sobre os termos mencionados.

Talvez influenciado, obviamente, pelo alcance e curiosidade de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Wendel avançou o sinal e pagou caro por isso. Depois tentou se justificar: “Não recebi treinamento adequado. Propus apenas um exercício de linguagem”, argumentou.

O episódio deixa lições para educadores e pais de alunos: não se deixem influenciar pela era do conhecimento precoce. Evitem queimar etapas.

Isso ficou explícito na reação dos estudantes. Fotografaram, perplexos, as expressões no quadro negro e depois enviaram aos responsáveis.

Simples: eles não estavam preparados para esse tipo de discussão, algo que professores e familiares precisam estar atentos para evitar constrangimentos.

Cabe à Secretaria de Educação do Distrito Federal o papel de mediadora neste debate complexo. Antes que outro educador ganhe projeção negativa.

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