Profissionais e aloprados – Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reunido com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) para a entrega do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
Presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reunido com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) para a entrega do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Profissionais e aloprados

A aprovação pela Câmara dos Deputados da admissibilidade e consequente prosseguimento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) sacramentou o quem é quem no cenário político. Conhecidos personagens de Brasília deixaram seus nomes escritos em azul e vermelho na página negra para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima – articuladores diretos do vice-presidente Michel Temer, os peemedebistas não costumam errar suas projeções em votações na Câmara. Ainda pela manhã garantiram que “o grupo pró-impeachment alcançaria no mínimo 367 votos”, exatamente o que ocorreu;

Aloizio Mercadante – maior fiasco entre os articuladores políticos da presidente Dilma Rousseff, tanto que ficou afastado na reta final. O ministro paulista conseguiu a proeza de desagradar 90% dos parlamentares quando estava na Casa Civil, incluindo o ex-presidente Lula. Aumentou a enorme rejeição de Dilma.

Marcelo Castro e Celso Pansera – os ministros da Saúde e da Ciência e Tecnologia perderam prestígio no Congresso Nacional pelo deslumbramento com os cargos que ocupavam. Mantiveram apoio a Dilma, votaram contra o impedimento e na manhã desta segunda-feira já tentavam retomar suas posições, ignorando o recado da ampla maioria do PMDB.

Luiz Inácio Lula da Silva – percebeu logo de cara que seria impossível impedir a derrota de Dilma em função da péssima articulação política do governo. Confidenciou a um grupo de parlamentares nordestinos que a presidente “cavou sua própria sepultura” em função do péssimo tratamento dispensado aos deputados.

Marconi coloca Credeq para funcionar

Governo velho e cansado tem por hábito produzir fato contra si próprio, geralmente de forma espontânea. O título desta nota é o mesmo de um vídeo produzido pela assessoria do governador em 17/06/2014, portanto seis meses antes da reeleição, informando de maneira categórica que “Marconi Perillo colocava para funcionar o primeiro Credeq do Estado”. Para quem não sabe, Credeq é abreviatura de Centro de Referência e Excelência em Dependência Química.

Novela completa 6 anos

A promessa foi assumida por Marconi ainda na campanha eleitoral de 2010 e até o momento nenhuma das 10 unidades previstas virou realidade. Recentemente destaquei neste espaço que o Credeq de Aparecida de Goiânia, o único até agora em condições de funcionamento, recebeu apelido de “safadão” por estar 99% pronto, perfeito, mas aquele “1% vagabundo” impede o início das atividades há quase dois anos. Sempre competente e dedicada, inclusive aos finais de semana, a assessoria de comunicação do Governo de Goiás continua sem resposta quando o assunto é a novela chamada Credeq.

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