Decreto estabelece reabertura de novos segmentos a partir de 22 de junho | Foto: Divulgação/Prefeitura

Por meio de decreto, o prefeito Iris Rezende autorizou a reabertura de shoppings, galerias, centros comerciais, setores varejistas e atacadistas, atividades religiosas e escritórios de profissionais liberais a partir de 2ª feira (22) em Goiânia.

Porém, permanece proibida a abertura para atendimento presencial das academias, bares e restaurantes na capital.

A flexibilização contará com uma série de protocolos de segurança.

Igrejas

Igreja Videira, no Setor Bueno, em Goiânia | Foto: Reprodução
Igreja Videira, no Setor Bueno, em Goiânia | Foto: Reprodução

Antes autorizados para acontecer apenas uma vez por semana, agora os cultos, missas e celebrações poderão ocorrer 2 vezes semanalmente.

O novo decreto da Prefeitura de Goiânia determina que as cerimônias sejam realizadas obrigatoriamente aos domingos e em outros dias alternados.

As quartas-feiras foram reservadas para os evangélicos, enquanto os sábados foram definidos para os católicos e segmentos espíritas.

Todas as instituições religiosas deverão evitar o acesso de pessoas do grupo de risco, inclusive pessoas com idade superior a 60 anos, suspender a entrada de fiéis quando ultrapassar 30% da capacidade e realizar a medição da temperatura dos frequentadores.

Shoppings

Goiânia Shopping | Foto: Reprodução
Goiânia Shopping | Foto: Reprodução

Apesar de liberar a reabertura segura dos shoppings, o documento não autoriza o funcionamento de cinemas e praças de alimentação.

Restaurantes poderão funcionar na modalidade pegue e leve, ficando proibido o consumo no local ou mesmo o uso de mesas e cadeiras.

Também está vedado o uso de áreas de lazer, de festa, lounges, games, brinquedotecas e locação de carrinhos.

Por fim, o novo decreto também não recomenda a presença de crianças menores de 12 anos nos estabelecimentos que voltam a funcionar.

Para reabrirem, shoppings e galerias deverão controlar a entrada e saída de pessoas, restringir em 50% a lotação dos elevadores e privilegiar mostruários virtuais ou em que o contato do cliente seja minimizado.

Os estabelecimentos deverão medir a temperatura dos clientes, proibir a entrada de pessoas com temperatura superior a 37.8°C e realizar frequentemente a higienização dos produtos expostos em vitrine e os que serão entregues ao consumidor e disponibilizar carrinhos ou cestos limpos e higienizados nas barras e alças com álcool 70%.

As máquinas de cartões de débito e crédito deverão ser higienizadas na presença do consumidor no momento do pagamento.

Mercado da 44, Camelódromo e Feiras Especiais

Rua 44 passou por desinfecção à espera do retorno | Foto: Reprodução
Rua 44 passou por desinfecção à espera do retorno | Foto: Reprodução

O Mercado da Rua 4-A (Camelódromo), o Mercado Aberto da Avenida Paranaíba, as feiras especiais, bem como a região da Rua 44, seguem fechados.

No entanto, o documento pontua que a Rua 44, uma das regiões mais comerciais da capital, voltará somente no próximo dia 30, com a implantação de um barreira sanitária no local.

Os estabelecimentos varejistas deverão instalar barreira física, por meio de anteparo de vidro, acrílico ou outro material eficiente, separando colaboradores que atuam nos caixas dos clientes.

Medidas de segurança

O decreto proíbe terminantemente a presença de funcionários, consumidores e usuários que não estejam utilizando máscaras de proteção facial com cobertura adequada sobre o nariz e a boca.

O não uso pode gerar multa no valor de R$ 627,38.

Os responsáveis pelos estabelecimentos devem criar rotinas de higienização com álcool 70%, várias vezes ao dia, de mobiliários e superfícies, destacando-se maçanetas, corrimãos, interruptores, janelas, controle remoto, máquinas acionadas por toque manual e elevadores.

Os estabelecimentos deverão também manter o ar condicionado desligado em ambientes com ventilação natural.

Caso seja necessário manter o ar condicionado em funcionamento, o plano de manutenção e as respectivas comprovações de contínua higienização deverão estar em dia e disponíveis para a fiscalização.

Os espaços abertos deverão comprovar ainda a vacinação contra influenza dos profissionais e colaboradores que se enquadram nos critérios de elegibilidade do Ministério da Saúde.

O documento determina também que no interior das lojas de comércio varejista seja admitida no máximo uma pessoa a cada 12 m² de área de venda, incluindo colaboradores e clientes.

É necessário ainda sinalizar sentidos de circulação e providenciar marcações no chão de 2 em 2 metros entre pessoas nas áreas comuns.

Outra medida obrigatória é a fixação de cartazes informando a lotação máxima e as medidas recomendadas para a higienização das mãos.

Nos escritórios de profissionais liberais, o atendimento presencial deve ocorrer somente mediante agendamento prévio e restrição do número de clientes.

Fiscalização

Fiscalização da covid-19 fechou 239 estabelecimentos que não estavam autorizados a funcionar em Goiânia | Foto: Divulgação/Prefeitura
Fiscalização da covid-19 já fechou centenas de estabelecimentos que não estavam autorizados a funcionar em Goiânia | Foto: Divulgação/Prefeitura

De acordo com a Prefeitura de Goiânia, as ações de fiscalização serão intensificadas, principalmente com relação ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

As prováveis penalidades serão aplicadas sob a coordenação da Central de Fiscalização Covid-19, instituída no dia 28 de abril deste ano.

Além disso, a Guarda Civil Metropolitana realizará abordagens às pessoas que não estiverem utilizando máscara.

Em caso de flagrante, os agentes exigirão o fornecimento de dados pessoais e endereço para, posteriormente, gerar o auto de infração.

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