Presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras das Instituições de Ensino Superior Particular do Estado de Goiás (SEMESG), Jorge de Jesus Bernardo | Foto: Divulgação
Presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras das Instituições de Ensino Superior Particular do Estado de Goiás (SEMESG), Jorge de Jesus Bernardo | Foto: Divulgação

O Sindicato das Entidades Mantenedoras das Instituições de Ensino Superior Particular do Estado de Goiás (SEMESG) emitiu nota contrária à redução de mensalidades durante o período da pandemia do coronavírus.

De acordo com o sindicato, a suspensão das aulas, inicialmente até o próximo dia 30 de abril, fez com que as instituições de ensino promovessem alteração no planejamento para viabilizar as teleaulas, o que não prejudicou a qualidade de ensino.

Por outro lado, a nota aponta que impactos foram gerados no caixa das respectivas empresas, que tiveram de investir em tecnologia para viabilizar o novo sistema de aulas.

“As Instituições de Ensino Superior foram obrigadas a capacitar professores, disponibilizar suporte de TI e novas plataformas para realizar transmissões remotas e ao vivo, além de convocar outros profissionais especialistas em tecnologia e no uso das ferramentas tecnológicas para suporte técnico”, diz o comunicado.

A nota também informa que o sistema adotado é diferente do utilizado pelo ensino a distância (EAD), com uma “sistemática própria que permite o aprendizado autônomo e que conta com apoio de tutores”.

Custos com tecnologia

Conforme o comunicado, devido aos custos de implementação desse novo sistema, que funciona em conformidade com a resolução do Ministério da Educação (MEC), assim como custos com Tecnologia da Informação (TI) e capacitação dos professores, não houve redução dos custos operacionais das instituições de ensino.

“Por tais razões, não houve redução de custos, muito pelo contrário, as Instituições de Ensino Superior (IES) têm realizado pesados investimentos tecnológicos para cumprir as exigências do MEC na substituição das aulas presenciais por aulas que utilizam tecnologia de informação e comunicação”, pontuou.

Segundo presidente do sindicato, professor Jorge de Jesus Bernardo, a redução dos preços das mensalidade, com base em “argumentos simplistas e desconexos à realidade”, não pode ser considerado.

Para ele, os custos que as instituições de ensino estão tendo para manter os serviços ativos poderiam causar transtornos significativos para a saúde financeira das instituições.

“A redução dos preços das mensalidades […] poderá ensejar consequências nefastas, com a redução drástica do fluxo de caixa, afetando, por conseguinte, o adimplemento de obrigações como pagamentos de salários e demais despesas relacionadas com a prestação de serviço de natureza essencial”, argumentou o presidente do SEMESG.

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