S-10 capota na Ricardo Paranhos e entra para lista de acidentes no local

Carro caiu sobre a pista de cooper e assustou moradores

Alameda Ricardo Paranhos, no Setor Marista, não conta com radar fixo, o que tem causado acidentes recorrentes | Foto: Fernando Diniz
Alameda Ricardo Paranhos, no Setor Marista, não conta com radar fixo, o que tem causado acidentes recorrentes | Foto: Fernando Diniz

Mais um acidente chamou a atenção em trecho complicado da Alameda Ricardo Paranhos, no Setor Marista, em Goiânia.

Dessa vez foi uma camionete S-10 que capotou na madrugada do último final de semana, de sexta, 14, para sábado, 15.

O motorista, que estava em alta velocidade, perdeu o controle do veículo em uma curva.

Felizmente, ninguém ficou ferido gravemente.

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Devido à alta frequência de situações parecidas, moradores já estão cansados de testemunhar acidentes nessa esquina.

Agora, até trafegar como pedestre na pista de cooper da Ricardo Paranhos tem ficado perigoso.

É o que relataram leitores que procuraram o Folha Z para realizar um apelo pela segurança no local.

Acidentes

Nesta mesma curva já ocorreram ao menos três acidentes envolvendo carros em alta velocidade apenas nos últimos meses. Uma ocorrência no fim do ano passado e duas nesse ano, segundo relatou uma testemunha.

O máximo de velocidade permitido para trafegar na pista é de 50 Km/h. Porém, como não há um radar fixo, é comum que os motoristas pisem fundo no acelerador ao passarem pelo local.

Alguns deles, motivados pela alta velocidade, perdem o controle e acabam capotando sobre a pista de caminhada.

Local do acidente da imagem anterior. Carro capotou sobre pista de cooper na Alameda Ricardo Paranhos, em Goiânia. Não houve vítimas | Foto: Google Maps
Local do acidente da imagem anterior. Carro capotou sobre pista de cooper na Alameda Ricardo Paranhos, em Goiânia. Não houve vítimas | Foto: Google Maps

O personal trainer Fernando Diniz, que já testemunhou três acidentes no mesmo local, se queixa das ações paliativas que a prefeitura dispensa ao problema, sem de fato solucioná-lo.

“Vão esperar alguém morrer para tomarem providência?”, questiona Fernando

“O que a prefeitura faz é colocar um radar móvel, multar meia dúzia e depois ir embora”, critica.

Outro lado

A Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade (SMT), informou que a Alameda Ricardo Paranhos passa periodicamente por fiscalização eletrônica, isto é, rodízio de radares.

A SMT informa ainda que, caso um cidadão tenha interesse na implementação de um radar fixo em um determinado endereço, ele tem que solicitar o pedido ao departamento de radar.

Após a solicitação, uma equipe de agentes fará um estudo técnico para analisar a viabilidade de um radar fixo.

Num prazo de 30 dias, os agentes farão um estudo técnico, por meio da análise da velocidade média registrada no local, e, a partir de então, aprovar ou não o pedido.

Uma vez aprovado, a empresa COP Segurança e Vigilância Ltda é a responsável por implementar o radar no local, cujos prazos a SMT não soube responder.

Vitória parcial

Fernando conta que já esteve cinco vezes na SMT em busca de solução para o caso. Sem sucesso. Porém, de tanto insistir, o personal conseguiu, pelo menos por enquanto.

Após fazer uma postagem por meio de rede social, em forma de protesto, Fernando conseguiu chamar a atenção do vereador Gustavo Cruvinel.

Segundo o personal, o vereador conseguiu um ofício, assinado pelo prefeito Íris Rezende, que garante a instalação imediata de um redutor de velocidade na Alameda Ricardo Paranhos.

Além disso, o ofício ainda promete a implementação de um semáforo na esquina da Rua 1132 com a Alameda Ricardo Paranhos, local da perigosa curva.

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