Greve da Saúde seguirá até que governo negocie todas as reivindicações

Servidores da Saúde mantém greve até negociação com Governador| Foto: Divulgação/SindSaúde GO
Servidores da Saúde mantém greve até negociação com Governador| Foto: Divulgação/SindSaúde GO

Servidores estaduais da Saúde lotaram o hall de entrada da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) na última terça-feira, 27, com a realização de uma assembleia geral para discutir os rumos da greve na Saúde.

Depois de nove dias de paralisação, os servidores deliberaram em votação que a greve continuará por tempo indeterminado até que o governo negocie todas as reivindicações da categoria.

“Não vamos retroceder um milímetro das nossas reivindicações. Já estamos há seis anos sem receber a nossa data-base. Nos tiraram o enquadramento do Plano de Carreiras e agora o governador quer saquear mais ainda o nosso salário tirando a nossa gratificação por produtividade. Queremos apenas que os nossos direitos sejam respeitados”, reforçou a presidente do Sindsaúde Flaviana Alves.

O movimento grevista já contabiliza mais de 40 unidades paralisadas em todo o estado e mais 2 mil servidores que cruzaram os braços frente as constates retiradas de direitos. Nessas unidades paralisadas, os serviços de urgência e emergência e os atendimentos nas Unidades de Terapia Intensiva estão sendo realizados normalmente.

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Eles reivindicam o pagamento dos seis anos de data-base – 2007 a 2010 e 2015 e 2016 – além da manutenção da produtividade como consta na Lei 14.600, cumprimento do Plano de Carreiras e melhores condições de trabalho e de assistência.

Caminhada

Servidores da Saúde mantém greve até negociação com Governador| Foto: Divulgação/SindSaúde GO
Servidores da Saúde realizam manifestação na Praça Cívica| Foto: Divulgação/SindSaúde GO

Após a assembleia, os funcionários saíram em caminhada até o Palácio Pedro Ludovico Teixeira para protocolar um ofício solicitando a abertura de diálogo com o Governo de Goiás e iniciar o processo de negociação da pauta de reivindicação dos servidores.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) informou que respeita o direito de paralisação dos servidores. A Secretaria destacou que assistência médica ou hospitalar é um serviço ou atividade essencial, sendo que a grave deverá respeitar a legislação, não prejudicando o atendimento mínimo à população.

A SES ressaltou ainda que toda a política salarial dos servidores do Estado é de competência de Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan).

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