Sindilojas tem plano para usar força de empresários e influenciar política

Presidente do Sindilojas José Carlos Palma Ribeiro (Foto: Guilherme Coelho/Folha Z)
Presidente do Sindilojas José Carlos Palma Ribeiro (Foto: Guilherme Coelho/Folha Z)

Preocupado com recentes decisões da Câmara e da Prefeitura de Goiânia que prejudicaram o rendimento de comerciantes na cidade, o Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas) pretende participar ativamente do processo político em 2016.

O pleito vai escolher o prefeito e os 35 vereadores que cumprirão mandato pelos próximos quatro anos. Para o presidente do Sindilojas, José Carlos Palma Ribeiro, a ideia é mudar a relação que os políticos estabeleceram com a população e, assim, conseguir influenciar diretamente nas decisões tomadas nos dois níveis do poder público.

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Segundo o presidente, a entidade representativa tem um plano para garantir que os interesses do setor produtivo sejam defendidos em Goiânia.

José Carlos criticou o que ele considera como excessivas regulamentações impostas aos empresários. Ele acredita que a defesa desse setor resultará em maior oferta de empregos – e consequente bem estar social -, além de aumentar a arrecadação.

Carga

Nessa questão, o presidente do Sindilojas afirmou que boa parte da carga tributária pode ser enxugada da gestão municipal. Ele criticou a votação do aumento do IPTU e a cobrança a mais para moradores que ampliaram suas residências no último ano.

No mês passado, a prefeitura divulgou mapeamento feito por meio de satélites e fotos aéreas visando cobrar a diferença de valor no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para quem construiu novos cômodos nas residências e não comunicou à administração municipal. A estimativa é de R$ 18 milhões a mais para os cofres públicos.

Cidadão

O representante dos varejistas afirmou que o sindicato tem um planejamento para atuar na administração da cidade diretamente, lutando por pautas como a diminuição da carga tributária (incluindo aí a redução do número de vereadores na cidade) e diversas outras questões. José Carlos destacou que o cidadão e especialmente o empresário, deve pensar sobre “o que é bom para o seu bairro”, em vez de si próprio, e lutar pelo interesse comum.

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