*Por Camila Blumenshein

O verão, que vai até o dia 20 de março no Brasil, é época de curtir o sol. Para muita gente é o melhor momento para adquirir um bronzeado.

Contudo, segundo médicos especialistas, é o pior período quando o assunto são problemas de pele.

O dermatologista Eduardo Álvares explica que os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são extremamente prejudiciais à pele, pois eles realizam uma mutação no DNA das células, modificando-as, o que pode ocasionar queimaduras, envelhecimento e câncer de pele.

“Com a exposição ao sol as células da pele saem da normalidade. O bronzeado é um sinal de que a pele está pedindo socorro”, destaca.

Segundo o dermatologista, com o intuito de proteger a pele desta agressão, as células produzem a melanina, proteína que dá pigmentação à pele.

A curto prazo, o sol pode causar desde queimaduras de 1º e 2º graus à insolação, quando devido à queimadura, o corpo tem um aumento na sua temperatura e a pessoa sofre com febre e mal estar.

A longo prazo, a exposição ao sol pode causar lesões pré-cancerígenas – que podem levar ao câncer – e o próprio câncer.

“O melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave. Há também o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular “ informa.

Por ser um país tropical, onde as pessoas pegam muito sol, o Brasil tem uma alta incidência de câncer de pele.

“Esse tipo de câncer é um dos mais comuns no Brasil. O sol não é perigoso só para quem está na praia ou na piscina. Ele também prejudica a pele no dia-a-dia, quando a pessoa anda na rua, sai para o trabalho e em outras situações comuns”, enfatiza Eduardo.

Manchas

Além do câncer, o envelhecimento – chamado de fotoenvelhecimento –  e as manchas na pele são outros graves problemas causados pelos raios solares.

“O sol também causa diversos tipos de manchas na pele como a melanose solar, aquelas manchas que aparecem nas mãos e braços com a idade, a leucodermia, que são as manchas brancas e as efélides, as conhecidas sardas”, esclarece o dermatologista.

Para evitar esses problemas de pele, Eduardo aconselha o uso do protetor solar a cada duas horas para quem estiver tomando sol, ou trabalhando exposto a ele.

“Apenas o uso do protetor não é suficiente. Também sugiro a proteção do rosto com chapéus ou bonés, o uso de roupas que protegem do sol e que as pessoas nunca dispensem a sombra quando possível”.

Para o uso no dia a dia, a dica é o uso do filtro solar três vezes ao dia. O fator de proteção do protetor solar deve ser acima de 30.

“O fator de proteção é indicado de acordo com a idade e o tipo de pele de cada pessoa. Há muita diferença de um fator para outro”, salienta.

O fator do protetor solar significa quantas vezes mais a pele está protegida do sol, conforme explica Eduardo.

“Se sem o protetor a pele demoraria três minutos para queimar, com o uso do protetor de fator 100, por exemplo, ela vai demorar três vezes 100 para queimar, ou seja, 300 minutos”.

dermatologista Eduardo Alvares
Eduardo Álvares explica que os raios emitidos pelo sol são extremamente prejudiciais à pele | Foto: Arquivo pessoal

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