Colapso hospitalar previsto pela UFG é o que o novo isolamento quer evitar em Goiás | Foto: Alex Pazuello/Semcom
Colapso hospitalar previsto pela UFG é o que o novo isolamento quer evitar em Goiás | Foto: Alex Pazuello/Semcom

Estudo divulgado por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) prevê o colapso total do sistema hospitalar do Estado nas próximas semanas caso as medidas de combate à covid-19 continuem como estão.

De acordo com os modelos estatísticos, com o atual baixo nível de isolamento social (37%), seriam necessários 2 mil leitos simultâneos até o final de julho.

Essa ampliação da rede hospitalar em período tão curto seria impossível, conforme a Secretaria Estadual de Saúde.

Com isso, Goiás experimentaria o drama vivido por algumas cidades europeias meses atrás, onde médicos tiveram que escolher os pacientes que receberiam tratamento e, consequentemente, sobreviveriam.

Outro efeito dessa escalada na crise da covid-19 seria o número de mortes devido à doença, que pode chegar a 18 mil até setembro.

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, Goiás registrou até essa 2ª feira (30) 23.192 casos de contaminação e 437 mortes por complicações do novo coronavírus.

Lockdown

Ainda na noite de 2ª (29), o governador Ronaldo Caiado (DEM) publicou um decreto seguindo as recomendações que segundo os pesquisadores seriam capazes de mitigar os efeitos desse cenário anunciado e salvar até 9 mil vidas.

Assim, a estratégia adotada pelo Estado foi a da “quarentena alternada”, que duraria até setembro.

Em outras palavras, significa dizer que o comércio deverá ficar fechado 14 dias consecutivos e, depois, será reaberto pelo mesmo período, porém com todas as precauções indispensáveis que devem ser seguidas durante a pandemia.

O novo decreto segue nos mesmos moldes do 1º decreto governamental que versou sobre o isolamento social, ainda em março.

Porém, cada município decidirá se acatará ou não as medidas proposta pelo Estado.

‘Aparecida não vai precisar entrar no lockdown de 14 dias’,
avalia presidente da Fecomércio


Acompanhe a Folha Z no Instagram (@folhaz), no Facebook (jornalfolhaz) e no Twitter (@folhaz)

Comentários do Facebook