Após denúncia, Vaticano enviou representantes a Goiás e abriu comissão para investigar supostas irregularidades | Foto: Reprodução/Facebook
Após denúncia, Vaticano enviou representantes a Goiás e abriu comissão para investigar supostas irregularidades | Foto: Reprodução/Facebook

O Vaticano está a par da investigação que apura supostos desvios de recursos de doações e dízimos da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

De acordo com o secretário Rodney Miranda, representantes da liderança católica mundial estiveram em Goiás para tratar do caso e se reuniram com agentes da Segurança Pública.

As informações chegaram até a Santa Sé após denúncia de um religioso integrante da Província dos Missionários Redentoristas, mesma congregação do padre Robson de Oliveira, investigado pelo Ministério Público de Goiás.

Em carta endereçada ao Vaticano, o religioso narrou suas suspeitas sobre movimentações financeiras atípicas nas obras da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, e de outros recursos relacionados à Afipe.

De acordo com reportagem do Fantástico, veiculada no domingo (23), uma comissão foi instituída pelo Vaticano para apurar o caso.

Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe | Foto: Divulgação/MP-GO
Operação do MP cumpriu mandados de busca e apreensão na Afipe na 6ª feira (21) | Foto: Divulgação/MP-GO

Padre Robson

Também em entrevista ao Fantástico, padre Robson negou qualquer irregularidade na gestão das finanças da Afipe ou dos recursos destinados às obras do santuário.

“Respeito muito o Ministério Público, mas acredito que eles vão constatar que não existe essa ação”, afirmou.

O religioso ainda argumentou que nunca usufruiu do dinheiro recebido pela instituição para prazeres pessoais.

“Não tenho nada no meu nome. Não tenho patrimônio. Falam de casa de luxo, mas são ambientes bons para descansar, sobreviver e descansar”, disse.

Padre Robson em entrevista ao Fantástico | Foto: Reprodução/Rede Globo
Padre Robson em entrevista ao Fantástico | Foto: Reprodução/Rede Globo

Durante o fim de semana, a Arquidiocese de Goiânia emitiu comunicado informando que Robson pediu afastamento da reitoria da basílica e também da presidência da Afipe “até que se esclareçam todos os fatos”.

Já no domingo (23), o arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, suspendeu temporariamente o uso de ordens do padre Robson.

Isso significa que, durante o período de suspensão, o padre não pode nem mesmo rezar missas, absolver pecados ou realizar programas de TV ou rádio.

 

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Confira a nota da Arquidiocese de Goiânia na íntegra:

“Irmãos e Irmãs,

A Igreja Católica em Goiânia foi surpreendida com a ação do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado de Goiás, em face da Associação Filhos do Pai Eterno – AFIPE e do Padre Robson de Oliveira Pereira, seu Presidente.

A Arquidiocese de Goiânia e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás recebem com surpresa e aceita com humildade os atos praticados pela autoridade judiciária do Estado de Goiás.

Da mesma forma, a Arquidiocese de Goiânia e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás, estão abertas para apurar, com transparência, quaisquer denúncias em desfavor de seus membros. Ao mesmo tempo, comunicamos que, para contribuir com a investigação, o Padre Robson de Oliveira Pereira pediu o afastamento de suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e na AFIPE, até que se esclareçam todos os fatos.

Comunicamos, ainda, que as funções do Pe. Robson de Oliveira serão assumidas interinamente pelo Pe. André Ricardo de Melo, Provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás.

A Arquidiocese de Goiânia e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás confiam no trabalho evangelizador de cada um de seus sacerdotes. Mais do que ninguém, queremos o esclarecimento de todos os fatos, pois somos imbuídos das palavras do Salmo: “O zelo pela tua casa me consome” (Sl, 69, 10).”

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