Vigilância Sanitária apreende mais de 3 toneladas de alimentos estragados em supermercado de Aparecida

A Vigilância Sanitária apreendeu mais de 3 toneladas de alimentos estragados | Foto: Reprodução / Polícia Civil
A Vigilância Sanitária apreendeu mais de 3 toneladas de alimentos estragados | Foto: Reprodução / Polícia Civil

Uma ação da Polícia Civil interditou um supermercado em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a polícia, mais de 3,2 toneladas de produtos vencidos e armazenados de maneira irregular foram recolhidos no estabelecimento.

No local, os fiscais da Vigilância Sanitária encontraram pombos e baratas na área de produção de pães. É a terceira vez que o local é autuado em menos de um ano. Localizado no Setor do Afonsos, foram encontrados chocolates com bolor, alimentos fora da temperatura ideal de armazenamento e linguiças produzidas sem autorização dos órgãos responsáveis.

No depósito tinha fezes e alimentos guardados próximos a produtos de limpeza e ossos de animais. Para tentar acabar com as pragas, os responsáveis colocavam veneno de rato em vasilhas dentro do supermercado. Além disso tudo, o prédio ainda tinha vários problemas em sua estrutura, como infiltrações, paredes descascadas, fios expostos, prateleiras inadequadas e muita sujeira.

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Reclamações constantes

“Em outubro de 2015, ele [o supermercado] foi autuado e foram recolhidas duas toneladas de alimentos. Em janeiro desse ano, foi feita uma nova autuação. Em março, o supermercado mudou de nome e também de dono, mas acreditamos que o antigo dono continue sendo o responsável de fato pelo local”, disse o delegado responsável pelo caso. A multa pode variar de R$ 558 a R$ 8 milhões, dependendo o tamanho do estabelecimento.

O gerente de fiscalização do órgão, Marcos Rosa, diz que a apreensão corresponde a 30% do que foi apreendido em todo o estado. “Em 2015, foram apreendidos 12 toneladas e só nesse supermercado, 3,2 toneladas”, afirmou.

Todos os produtos recolhidos foram inutilizados e descartados no aterro sanitário de Aparecida de Goiânia. O supermercado deverá continuar interditado até que sejam feitas todas as adaptações necessárias e uma nova perícia. Os responsáveis pelo local respondem por crime nas relações de consumo, com pena variando entre 2 e 5 anos.

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