Vigilante confessa ter comprado criança em vídeo antes de morrer

Vigilante Rosimar Borges da Silva Sousa foi morto no dia 4 de novembro de 2014 | Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Vigilante Rosimar Borges da Silva Sousa foi morto no dia 4 de novembro de 2014 | Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Assassinado em 2014, o vigilante Rosimar Borges da Silva Sousa, de 38 anos, aparece em vídeo divulgado na última terça-feira, 27, que o mostra confessando ter comprado um bebê por R$ 7 mil. Veja o vídeo abaixo.

A investigação da Polícia Civil aponta que o homem teria sido morto no dia 4 de novembro de 2014, no Bairro São Carlos a mando da ex-mulher, que temia ir para a cadeia por causa do crime, auxiliada pelo pai, pelo filho e pelo atual namorado.

A ex-mulher, professora Simone de Sousa Faria, de 43 anos, o filho, Hugo Sérgio Faria de Sousa Melo, de 23 anos, o pai, Sebastião Gonçalves de Faria, de 70, e o namorado, José Tiago Alves Gomes, de 29 anos, foram presos na última terça-feira (27) suspeitos do crime.

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De acordo com o delegado Carlos Caetano, da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), a suspeita é que os mandantes tenham pagado R$ 5 mil para que Alexandre Rafael Oliveira Benevides, amigo de Hugo, assassinasse Rosimar de forma a evitar que ele levasse à polícia o caso da compra da criança, que hoje tem 9 anos.

Vídeo

Antes de morrer, o vigilante deixou com a irmã um vídeo em que relata toda a história. “Meu maior sonho era ter um filho. Como eu não podia ter filho, cheguei até minha mãe e falei que a Simone estava grávida e isso era uma mentira. E eu não desmenti. Desesperado, saímos em Goiânia atrás de uma garota de rua, uma prostituta que quisesse dar a criança”, narrou.

Ele contou que, depois de muita procura, encontrou uma usuária de drogas disposta a vender seu bebê que ainda não havia nascido. “Nós descobrimos uma moça que queria dar uma criança, uma ‘noiada’, e estava no mesmo tempo de gravidez, sete meses. Eu fui até a casa dela e, na época, ela me cobrou R$ 7 mil pela criança e o gasto com hospital seria por minha conta. E eu resolvi pagar”, disse.

Mesmo com a confissão em vídeo, a polícia continua investigando para concluir se houve realmente a compra da criança ou se houve sequestro.

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