Presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag, Maione Padeiro | Foto: Divulgação
Presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag, Maione Padeiro | Foto: Divulgação

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (ACIRLAG), Maione Padeiro, afirmou na manhã desta 2ª feira (29/06), que é contrário às medidas extremas de controle e combate ao novo coronavírus em Goiás.

Segundo afirma, as ações propostas vão agravar ainda mais a situação caótica vivida pelos pequenos empresários goianos, que passam por dificuldades desde que foi instituída a situação de calamidade em saúde pública, no final de março de 2020.

A posição do dirigente veio após a reunião virtual do governador Ronaldo Caiado com secretários, prefeitos, representantes dos outros poderes e da sociedade civil organizada.

Na videoconferência, o chefe do Executivo estadual afirmou que o melhor caminho nesse momento é seguir a proposta do professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Thiago Rangel, é implantar o escalonamento no formato 14×14 (14 dias fechado e outros 14 aberto).

Se implantada, a medida, que deve iniciar já no dia 30, vai fazer com que o endurecimento do decreto inicial, de março, volte a vigorar nos mesmos padrões de isolamento de antes, ou seja, que todo o comércio seja fechado novamente.

“É preciso dialogar com as entidades representativas, com os empresários”, afirma Maione, ao chamar o Fórum Empresarial para o debate.

Ainda de acordo com o presidente da Acirlag, existem medidas que são necessárias e ainda não foram alvo de atenção nessa medida dos governantes.

É o caso, por exemplo, das aglomerações em pontos de ônibus e no interior dos veículos, caso sem solução até o momento.

“Não é justo penalizar os pequenos empresários que já não sabem mais o que fazer”, relata Maione.

“Entendemos que é preciso cuidar da saúde da população, que é necessário implementar medidas que vão salvar vidas, mas não podemos nos esquecer de outras demandas importantes que, caso não sejam consideradas, vão levar muitas pessoas à morte também”, alerta.

Maione lembra que muitas pessoas já vivem em situação de fome e até casos de desespero extremo que já levou alguns comerciantes ao suicídio.

Alguns prefeitos, diante da fala do governador, já sinalizaram que vão acompanhar as determinações expressas no novo decreto estadual que deve ser publicado ainda nesta segunda-feira.

É o caso, por exemplo, do prefeito de Goiânia, Iris Rezende.

Em Aparecida, por outro lado, Gustavo Mendanha afirmou que o município já tem um sistema de escalonamento por macrorregiões e, assim, não deve alterar o regime de abertura e fechamento dos estabelecimentos comerciais.

A posição do chefe do Executivo aparecidense é elogiada por Maione.

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