Bastidores de Brasília: Notícias do Poder com o jornalista José Marcelo

Noticias do Poder

Exclusivo 1

Parece piada, mas mesmo depois da espionagem americana o governo brasileiro estaria enfrentando dificuldades para convencer órgãos e servidores públicos a usarem o serviço gratuito de webmail criado pelo Serpro, a empresa de processamento de dados estatal. O problema é que a resistência gera uma despesa de R$ 50 mil por mês para cada dez contas de e-mail que o governo cria, por meio de contratos com multinacionais e grandes corporações, como a IBM, por exemplo. A informação foi passada por um dos especialistas do Serpro, que ajudou a criar o Expresso.

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Além de ser gratuito e permitir uma economia de milhões de reais por mês aos cofres públicos, o Expresso usa tecnologia própria, o que o torna praticamente inviolável, uma vez que o código-fonte está preservado, restrito a um pequeno grupo de pessoas. Ainda assim, segundo o especialista, os gestores de contratos resistem em cumprir a determinação do Palácio do Planalto em migrar para o serviço criado pelo próprio governo.

Sobre os caças 1

Foi uma investigação do serviço secreto brasileiro que levou o governo a desistir de comprar os caças Rafale, da francesa Dassault. O avião de combate era o preferido tanto pelos especialistas em combate quanto do governo brasileiro, por causa da versatilidade e da aceitação dos franceses em transferir a tecnologia para o Brasil. Só que o serviço secreto descobriu que o ex-presidente Nicolas Sarkozy estava sendo investigado por tráfico de influência. Isso, bem antes do escândalo estourar e ele ser preso na França.

Sobre os caças 2

O problema é que Nicolas Sarkozy se empenhou pessoalmente nas negociações para tentar convencer o governo brasileiro a comprar as aeronaves de combate para a segurança do Brasil. Ele chegou a vir acompanhar o desfile de 7 de Setembro e suou muito enquanto assistia à cerimônia na Esplanada dos Ministérios. Na época, tinha certeza de que a venda estava fechada. Mas o governo brasileiro teria achado melhor recuar, para não ter a compra atrelada a mais uma suspeita de tráfico de influência.

Fritar Suplicy

O puxão de orelhas do ex-presidente Lula deu, exigindo que o prefeito Paulo Hadad entre na campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha na disputa pelo governo, não é o único mal-estar da legenda em São Paulo. O partido está praticamente engolindo a candidatura de Eduardo Suplicy, que tenta se reeleger no Senado. Não é de hoje que Suplicy vem tendo uma queda de braço com a cúpula do PT.  E era o sonho da legenda dar uma puxada no tapete do senador, segundo um dos mais influentes parlamentares no Congresso, que tem cargo alto na executiva estadual.

O que o PT não contava era que as manifestações populares de junho do ano passado serviriam para revigorar a imagem de Eduardo Suplicy, que se fortaleceu junto ao eleitorado
O que o PT não contava era que as manifestações populares de junho do ano passado serviriam para revigorar a imagem de Eduardo Suplicy, que se fortaleceu junto ao eleitorado

O que deu fôlego

O que o PT não contava era que as manifestações populares de junho do ano passado serviriam para revigorar a imagem de Eduardo Suplicy, que se fortaleceu junto ao eleitorado. Aí o PT ficou “de calças curtas”,  segundo palavras do deputado, que pediu para não ser identificado.

Recuerdo

O mal-estar entre Suplicy e O PT de São Paulo começou pra valer quando o senador tentou investigar sozinho o assassinato do ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Celso Daniel, em 2003. Sempre houve suspeita de envolvimento de petistas na história. Depois, Suplicy passou a questionar o partido e as administrações petistas. Acontece que além de ter se fortalecido junto ao eleitorado, o paulista é considerado uma espécie de reserva moral do Senado, ao lado do peemedebista Pedro Simon (RS), que está deixando a vida pública. Ou seja: o PT decidiu engolir a candidatura de Suplicy. A seco.

Boa notícia

Pode ser aprovado na Câmara um projeto do deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), que permite que a polícia ordene o afastamento imediato de agressores de mulheres e o encaminhamento delas aos programas de proteção, logo após a denúncia. Um avanço, se comparado ao que ocorre atualmente, quando a lei dá prazo mínimo de 48 horas para que isso aconteça. Nesse período, muitas mulheres acabam mortas por vingança, quando o parceiro descobre que elas procuraram a polícia.