Por que Demóstenes está à frente de Lúcia Vânia em disputa pela chapa

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Demóstenes dá autógrafos e é assediado por 'selfies' em eventos dos quais participa | Foto: Divulgação'
Demóstenes dá autógrafos e é assediado por ‘selfies’ em eventos dos quais participa | Foto: Divulgação

Com Marconi Perillo (PSDB) fora do Palácio das Esmeraldas e em ritmo de pré-campanha, resta ainda uma vaga indefinida para o Senado na chapa da base governista.

E Demóstenes Torres é o principal nome na disputa.

No início do ano, três nomes tinham condições semelhantes para se viabilizarem: Vilmar Rocha (PSD), Lúcia Vânia (PSB) e Wilder Morais (DEM).

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No entanto, a relação de Wilder com o governo e o próprio PP (partido do qual fazia parte), acabou estremecida. Sem espaço, ele selou sua filiação ao Democratas, de Ronaldo Caiado.

Vilmar Rocha, por sua vez, também se distanciou do governo e seu partido, PSD, está entre os menos garantidos na base peessedebista.

LEIA MAIS: 5 motivos que levaram Demóstenes Torres a se filiar no PTB

Mano a mano

Com o caminho aberto, dois corredores disputam ombro a ombro o espaço ao lado do ex-governador rumo ao Senado.

Ambos com experiência na casa, Lúcia Vânia e Demóstenes Torres se diferenciam em um aspecto importante: penetração no Estado.

Em Brasília desde 2002, cumprindo dois mandatos consecutivos, Lúcia não deu atenção à sua base e aos municípios.

Muitas lideranças menos expressivas reclamavam da dificuldade em obter acesso à senadora.

Agora, em pré-campanha, ela tenta mudar essa imagem.

Demóstenes dá autógrafos e é assediado por 'selfies' em eventos dos quais participa | Foto: Divulgação
Demóstenes dá autógrafos e é assediado por ‘selfies’ em eventos dos quais participa | Foto: Divulgação

Demóstenes

A realidade é diferente em relação a Demóstenes Torres, que nunca deixou de atender àqueles que o buscavam por auxílio, mesmo depois de afastado do Senado.

Ele chegou de mansinho à disputa e até o momento conseguiu aglutinar o maior número de lideranças, vereadores, prefeitos e deputados em torno do seu nome.

Nos eventos e caminhadas em que acompanha deputados e outras autoridades, o ex-senador muitas vezes se transforma em protagonista.

É assediado para selfies e distribui autógrafos em livros.

Em suas palestras, é reconhecido pelo discurso contundente, que sempre procura oferecer soluções aos problemas colocados.

Nilson Gomes, chefe de equipe de Demóstenes Torres | Foto: Marco Faleiro
Nilson Gomes, chefe de equipe de Demóstenes Torres | Foto: Marco Faleiro

Equipe

Outro ponto a favor de Demóstenes é sua organização, mantida por uma equipe enxuta e preparada.

Um dos homens de confiança do ex-senador, Nilson Gomes é considerado o “pequeno-gênio” dos bastidores, devido à sua reduzida estatura e intelecto afiado.

Fidelidade

Mas o grande mérito destacado pelos apoiadores do procurador é a sua fidelidade. Na política, sua palavra é tida como firme.

Ao tratar com aliados, Demóstenes chega a colocar o escritório da esposa à disposição para orientações e auxílio jurídico.

E esse efeito foi intensificado com a entrada do Senador para o PTB, de Jovair Arantes.

Em 1998, o partido foi o primeiro a declarar apoio a Marconi em meio à supremacia de Iris Rezende (MDB) no Estado.

Desde então, o PTB sempre foi fiel à base marconista, mesmo que em muitos momentos tenha sido preterido na composição do secretariado.

Demóstenes Torres tem ligação histórica com o governador José Eliton | Foto: Reprodução
Demóstenes Torres tem ligação histórica com o governador José Eliton | Foto: Reprodução

Pesquisas

A ligação histórica entre Demóstenes e José Eliton (PSDB) pode ser importante para a definição da chapa, mas os números também falam alto.

Mesmo sem mandato há seis anos, o ex-senador aparece em quarto nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.

Nos bastidores, acredita-se que a base definiu que o nome que conseguir aglutinar mais lideranças formará chapa com Marconi Perillo.

Demóstenes, sem dúvida, largou na frente.

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