Nutrição e a luta contra diabete mellitus | Foto: Reprodução
Nutrição e a luta contra diabete mellitus | Foto: Reprodução

Por Daniella Brito*

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM 2) é uma doença que acomete grande parte da sociedade e cada dia mais vem aumentando sua prevalência em crianças.

Para entender melhor, deve-se saber que a DM 2 é a forma mais prevalente dentre os tipos de Diabetes, presente em 90-95% dos casos. E a nutrição é essencial na sua prevenção.

A doença é caracterizada por defeitos na ação e/ou secreção da insulina, hormônio liberado pelo pâncreas que controla e entrada de glicose (açúcar) nas células.

O DM 2 pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente é diagnosticado após os 40 anos e a maioria dos pacientes está em um quadro de sobrepeso ou obesidade.

Um fator importante a se entender é que o paciente não depende de insulina exógena (aplicada na pele), porém pode precisar de tratamento com insulina para se obter o controle metabólico e glicêmico adequado.

Mas por que tantos casos?

Em parte se dá em virtude do crescimento e envelhecimento populacional, outro fator é o crescente número de pessoas obesas e sedentárias e outra grande participação se dá pela falta de prevenção.

Além do auxílio no tratamento e da educação em diabetes, a nutrição tem um papel essencial na prevenção primária dessa doença, pois sendo feita de forma efetiva, gera um efeito significativo na redução dos casos, protegendo principalmente os indivíduos suscetíveis à doença, além de gerar atenção maior à saúde por parte da população.

Prevenção secundária

A prevenção também pode ocorrer com os portadores de DM 2, quando é chamada de prevenção secundária, evitando ou retardando o desenvolvimento das complicações agudas ou crônicas ocasionadas pela doença, como a doença vascular periférica.

Uma das formas mais simples de se prevenir primariamente o Diabetes Mellitus de forma geral, é com o incentivo ao aleitamento materno, principalmente o exclusivo até os 6 meses de idade, além do incentivo às mães para evitar a oferta de leite de vaca nos 3 primeiros meses de vida, em especial, pois o bebê ainda não está apto à digerir as proteínas presentes no leite, o que também pode acarretar em um possível quadro de alergia futuro.

Especificamente para o DM 2, condição na qual os indivíduos na maior parte dos casos também já apresentam hipertensão arterial, obesidade e dislipidemia (alterações nos perfis lipídicos), a prevenção deve abordar cada doença que o indivíduo for portador de forma individual, o que acaba consequentemente prevenindo o desenvolvimento do DM 2 e o agravamento das complicações já instaladas, reduzindo o índice de mortalidade.

Alterações no estilo de vida, como parar de fumar, realizar mudanças de hábitos alimentares com uma reeducação alimentar e praticar exercícios físicos regulares, por pelo menos 30 minutos diários, estão associados à redução do excesso de peso e consequentemente, a diminuição do risco de desenvolver diabetes, além de contribuir para a melhora do quadro dos diabéticos com complicações instaladas.

Lembre-se que a prevenção é a melhor forma de vivermos mais e de forma saudável.

*Daniella Brito é mestre em Nutrição e Saúde pela Universidade Federal de Goiás (UFG)

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