Ao antagonizar Moro, Bolsonaro comete suicídio político em câmera lenta

Presidente saiu minúsculo depois do embate com o ex-juiz. Assim como se apequenou diante de Caiado e de Mandetta

Blog do Coelho

Jair Bolsonaro saiu minúsculo depois de seu embate com Sergio Moro nesta 6ª feira (24).

Assim como se apequenou diante de Ronaldo Caiado e de Luiz Henrique Mandetta.

Em rebate às declarações do ex-ministro, ele reclamou que o compromisso de Moro seria com seu ego.

Mas qual é o compromisso do presidente senão consigo mesmo e sua família?

Reeleição

Bolsonaro só pensa na sua imagem e em como ela se reflete nas redes sociais. Tudo com um só objetivo em mente: se reeleger.

É por isso que ele tem mais medo do tamanho da crise econômica ocasionada pelo coronavírus do que pelas mortes causadas pela doença.

Mas o que o presidente ignora é que ele só se elegeu em 2018 porque conseguiu o apoio de 2 setores dos quais ele agora se distancia: o lavajatismo e o liberalismo econômico.

Abraçando o Centrão e a fisiologia da tão famigerada “velha política”, Bolsonaro põe em prática um dos mais estranhos fenômenos da história brasileira: o suicídio político em câmera lenta.

Sergio Moro e Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR
Sergio Moro e Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR

Quem vai confiar nele?

Se Moro, o herói da condenação do ex-presidente Lula e da “luta contra a corrupção”, não está seguro do linchamento promovido pelo bolsonarismo, quem estará?

Paulo Guedes que coloque as barbas de molho: em breve a Escola de Chicago vai virar antro de comunismo e o Posto Ipiranga vai explodir na cara de quem estiver perto.

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