Por Thiago Taquary, advogado

Ultimamente, tenho recebido no escritório diversas pessoas vítimas dos crimes de engenharia social, ou chamados casos de manipulação psicológica feita por estelionatários.

E o golpe do motoboy é um desses.

Não é um golpe recente, mas a cada dia se aperfeiçoa e se torna mais verossímil.

Geralmente quem cai nessa fraude fica espantando com a quantidade de informações e detalhes apresentados pelos meliantes.

Por isso, a pergunta: e eu com isso?

Busca-se com esse texto alertar, informar e compartilhar aquilo que pode prevenir amigos ou parentes.

Como funciona o Golpe do Motoboy

Pois bem, o golpe se inicia com o criminoso entrando em contato com a vítima, simulando ser do banco e que identificou uma compra fora dos padrões típicos de uso do cartão de crédito.

Algo que realmente os bancos fazem.

Instantaneamente a vítima nega a compra.

Na continuidade delitiva, o criminoso que possui todo conhecimento do sistema de cartões de crédito, informa dados do cliente para confirmação, bem como que o cartão será cancelado, podendo pedir ou não para que se digite a senha no telefone.

O golpe pode apresentar metamorfoses, entretanto, a essência é a mesma: dar características de segurança a vítima, comportamento de atende bancário e sempre informando dados particulares da vítima.

Posteriormente, é informado que o cartão deve ser quebrado pela metade e entregue ao banco para perícia.

Como a maioria das pessoas possuem algum seguro no cartão vendido insistentemente pelos bancos, os golpistas avisam que a vítima possui a benesse de ter um colaborador do banco, um motoqueiro, para buscar o cartão “inutilizado”.

Inclusive, o criminoso alerta que somente o entregue, caso o motoqueiro fale uma senha repassada pelo atendente.

Isto é, sempre dando características de uma suposta ação segura.

Resultado do golpe

Dessa forma, ao entregar o cartão, dados pessoais e chip ficam com a quadrilha.

Em posse desse material são feitas compras fraudulentas.

Em alguns casos o banco faz o estorno da compra no cartão do cliente ou consegue o cancelamento.

Em outros, se nega a fazê-lo com a justificativa que houve culpa concorrente da vítima.

Todavia, cabe destacar que este tipo de golpe está se tornando comum, porque as empresas que operam com cartões de crédito pleiteiam a cada dia mais lucros de forma rápida e acabam elas por banalizarem o banco de dados, dando margem para que criminosos o obtenham.

Tais empresas, ao expor dados de milhares de consumidores, não agem com segurança e devida cautela nas relações de consumo, por isso tem sim o dever de indenizar e ressarcir os débitos ilegalmente cobrados.

Portanto, compartilhe essas informações e caso tenha sido vítima ou conheça alguém, não se envergonhe pelo golpe sofrido, há muita gente nessa situação, procure os órgãos de proteção ao consumidor (Procon) ou advogado de sua confiança.

Thiago Taquary é advogado (OAB/GO 38335) | Foto: Arquivo Pessoal
Thiago Taquary é advogado (OAB/GO 38335) | Foto: Arquivo Pessoal

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