Intolerância à lactose precisa ser diagnosticada e tratada por um profissional | Foto: Engin/Pexels
Intolerância à lactose precisa ser diagnosticada e tratada por um profissional | Foto: Engin/Pexels

Por Daniella Brito*

Intolerância à lactose é um assunto muito comentado nos últimos tempos e virou até moda e sinônimo de “emagrecimento” comer alimentos sem ela.

Ultimamente, pode-se ver muitas pessoas até mesmo “virando” intolerantes.

Mas será que é uma febre ter esse tipo de intolerância? Primeiramente, temos que entender o que significa ser intolerante à lactose e como isso acontece no nosso organismo.

O que é a lactose?

A lactose é o açúcar presente no leite (maior quantidade) e nos derivados (menor quantidade), que dentro do, nosso organismo, será digerida por uma enzima chamada de lactase.

Proteína responsável pela quebra da lactose, facilitando sua absorção, a lactase está presente na superfície epitelial do intestino, com sua maior concentração perto do jejuno.

Por volta da oitava semana de gestação, a atividade da lactase já pode ser observada na mucosa intestinal dos humanos, crescendo a partir da 34º semana.

Porém nos primeiros meses de vida, a atividade da lactase começa a diminuir, o que acontece também quando comparamos a fase adulta e a terceira idade, quando ela diminui novamente e já podem ser observados na maioria dos idosos os sintomas de intolerância.

O que produz lactase?

A produção de lactase é induzida pelo consumo da lactose.

Se ingerimos mais leite ou derivados, incentivamos mais nossa camada intestinal à produção dessa enzima.

Outros problemas, como deficiência genética na produção ou atividade da enzima, além de alguma doença ou infecção que acomete o intestino ao longo da vida também podem fazer o indivíduo se tornar intolerante à lactose.

Porém, não é de se desesperar, pois grande parte dos casos são reversíveis.

Como se desenvolve intolerância à lactose?

O maior problema de retiramos a lactose do nosso cotidiano, sem ter uma causa específica ou uma orientação para tal é o possível desenvolvimento da intolerância.

Devido a essa incapacidade de digerir a lactose, a mesma é fermentada no intestino, gerando os sintomas de formação de gases, cólicas, estufamento, dores intestinais, mau hálito e diarreia.

Mas não são todos os sintomas obrigatórios, isso é individual.

Eles geralmente aparecem quando a pessoa que retirou a lactose da alimentação volta a consumir alguma fonte.

Algumas pessoas podem apresentar esses sintomas com o leite, mas não com seus derivados, e isso é devido à transformação da lactose em ácido lático na produção desses alimentos.

A intolerância à lactose é muitas vezes confundida com alergia ao leite de vaca, pela similaridade dos sintomas, porém o tratamento pode ser diferente.

Procure um médico e um nutricionista para te auxiliar no diagnóstico e no tratamento.

*Daniella Brito é mestre em Nutrição e Saúde pela Universidade Federal de Goiás (UFG)

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